O tetro de Brecht
No seu texto, Brecht fala de uma estética em que o tetro acaba por tomar como apropriação na sua prática e que o ator tem que manter certo distanciamento das ações do personagem e das suas próprias ações pessoais, não deixando que suas ações sejam interpretadas como também suas. Tendo o teatro na opinião do mesmo de divertir e instruir e com muitas experiências expostas de épocas passadas meio que causava uma verdadeira entre laços de estilos, algo que não conseguíamos entender devido essa enorme variedade de estilos. Em sua visão podemos ver que dentre inúmeros cenários que suscitam apenas imaginação o teatro tem que pegar para si uma representação do real, levando em consideração todos os efeitos prós e contra de uma grande estruturação, elevando a capacidade desse teatro de diversão sem deixar o seu lado de ilusionista, com muito dinamismo juntamente com o valor artístico.
Brecht é radicalista no sentido de dar uma cara ao teatro, algo que ensine no sentido radical da palavra, sendo que isso só é possível se o ator e a encenação tiverem uma singular dominação daquilo que for representado dentro de uma contemporaneidade dentre estes problemas podemos ver problemas com grande teor de comoção social, é um teatro que não mais cabia nos espaços de encenação de outros tipos de teatro, tais como o naturalista e o da alma, sendo necessário uma transformação radical dos palcos, pois os acontecimentos se fazia necessário uma estrutura que desse toda a mobilidade real do mesmo, tornado todo o tablado móvel , dando a impressão de que este ou aquele acontecimento grandiosos está se passando bem real bem próximo e real do espectador.
Na verdade ele não quer um teatro feito de empatia. É ao teatro da empatia que ele descarta., coloca que o ator tem que ser um sujeito mutável e que nada da natureza determinar suas ações, onde a oposição do personagem fica difícil de ser contraditório, o modo como tais ações são apresentadas faz com que as veja estas ações se identifique e que todas as tomadas de decisões e ações do ator tem que estarem totalmente desvinculadas aos demais personagens que atuam conjuntamente com ele, com isso tende a permitir observações e de certa forma são ações didáticas além daquilo que é mostrado de uma maneira que suscita essa ou aquela sugestão. Nesse sentido Brecht via a possibilidade de um teatro em que a interação do espectador com a encenação fosse tamanha que ele conseguisse examinar os sentimentos de cada personagem com suas respectivas justificativa. Um teatro em que o espectador discuta e que ele esteja imune aos sentimentos das ações da encenação, deslocando tudo o que já estava previsto e de conhecimento exato, para algo que causasse no espectador perplexidade e uma curiosidade aguçada neste sentido.
Na realidade Brecht imaginava um teatro que quando da representação de um determinado sentimento de um personagem, essa representação seria feita de forma que causasse no espectador um imenso espanto, mas sem deixar de imaginar outras possibilidades de reações além deste sentimento. O ator tem que ter um comportamento que seja surpreendente e de grande percepção com esse sentimento que não seja indiscutível, levando em conta que tal sentimento não seja semelhante a todos os sentimentos que todos nós sentimos, neste ou noutro momento,, mas exatamente no momento presente em que ele está acontecendo.
O espectador tem que ver os personagens representados no tablado como irremediavelmente mutáveis e que não pode escapar da influência em defesa daquilo que vai acontecer a ele, esse teatro de Brecht tende a nos mostrar como o teatro tem que ser, dotado de prazer, mas sem esquecer o lado do conhecimento e didático, um teatro que possibilite a retirada de quem vai em busca do teatro uma imunidade com relação as “casa de ilusões” e espetáculos “barato”, num teatro capaz de vivenciar experiências nas suas ações.
Na peça Mãe Coragem e seus Filhos, podemos ver o quanto ela está dotada de um teatro de distanciamento:
Sargento – Devo dizer que é uma bela família.
Mãe Coragem – Pois é, já andei por este mundo todo com a minha carroça
Sargento – Tudo isso tem de ser anotado. Escreve Você é de Bamberg, e está na Baviera: Como é que Chegou até aqui?
Mãe Coragem – Eu não podia ficar esperando a Guerra ter a gentileza de ir até a Bamberg.
Neste pequeno trecho da peça podemos ver que a personagem da Mãe Coragem está dotada de uma grande contrariedade, aonde em sã consciência uma pessoa de uma forma em geral iria atrás da guerra? Enquanto que todo mundo o faz é fugir da mesma. De certa forma didática ela acaba por nos ensinar que mesmo acontecendo um dos piores males da vida do homem como uma Guerra, mesmo assim podemos tirar proveito indo de encontro com a contramão da razão e da lógica. Esse é sim um teatro que emprega e suscita pensamentos e sentimentos que desempenhem um papel na modificação desse contexto.
Portanto, podemos dizer de que forma o teatro defendido por Brecht pode contribuir como a vida do homem moderno, um homem sem muitas opções, de busca constante pelo e por mais conhecimento, bombardeado de informações, criativo, um homem que está sujeito a muitas transformações, mas também quando quer tem o poder de transformar as adversidades em soluções para os seus mais variados problemas, um homem de um século de muitas inovações, mas também de inúmeras incertezas e que suscita dúvidas, um teatro que o venha demonstrar que ele pode ser dono do seu próprio destino e que pode dominar o mundo em que ele vive. É exatamente esse tipo de teatro que Brecht defendia e única razão na qual ele defendia esses preceitos.

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