segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Esculpindo no gesso


Esculpir no gesso é uma experiência magnífica, após fazermos o desenho no bloco de gesso, começamos a dar vida e forma a aquele pedaço de “material Branco”, logo podemos observar as primeiras formas da nossa “Venus de Willendorf”. Mesmo com todas as dificuldades de materiais e mecanismos para confecção desta imagem, conseguimos suplantar todas as dificuldades. Finalmente podemos mostrar o resultado final de nosso trabalho no gesso.
Materiais Utilizados:
- Gesso;
- Garrafa “Pet”;
- 1 balde médio
- 1 peneira;
- Facas;
- Formões;
- Lixa d´agua;
- Grosa e
- Martelo

Assemblage/Colagem


Meu Pré-projeto trata-se de uma Assemblage, Onde a entendimento de que os artefatos diferentes aglomerados na obra, ainda que brotem um novo conjugado, não perdem a definição incomum. Menos que o resumo, trata-se de ajuntamento de dados, em que é possível coligar cada componente no interno do unido mais espaçoso. Baseando-se numa pretensão de mostrar como o mundo está cheio de resíduos e que para muitos de nós significa absolutamente lixo, então neste quadro entra a Arte como mecanismo de absorção e demonstração de toda a diversidade destes resíduos que podem ser encontrados e estão em pleno exercício de contato com o nosso cotidiano. Onde uma participação acionada em analogia à obra faz com que a fruição da mesma se dê de forma completa e magnífica, o que em muitos acontecimentos pode até mesmo virar num experimento incômodo e intrigante.
Uma Assemblage em que fiz uso de materiais diversos e de uso continuo do próprio ser humano, mas sempre lembrando que mesmo fazendo uso de uma infinidade de materiais minha noção artística e o resultado esperado não ficou afetado de uma definição incomum. Artefatos que não seriam aproveitados e que provavelmente voltaria para própria terra na forma de lixo “pesado”, aqui neste objeto artístico foram aproveitado para construir uma Assemblage como o nome de “Caixa do Entendimento”, onde podemos tais como: Papelão, Cola, madeira, tecido, aço, isopor, papel de jornal
.

Construção em tecido


Dentre todas as atividades, esta apresenta um grau de dificuldade bem maior, uma vez que não sou acostumado a trabalhar com tecido de forma alguma, mas ao mesmo tempo foi uma atividade bem gratificante e bastante compensadora.
De qualquer forma apresento o resultado final de minha construção em tecido e também pude observar na minha pesquisa do artista da semana que seus trabalhos com tecidos são tão maravilhosos quanto quaisquer outros trabalhos de outros artistas com outros suportes.

Móbile


Fazer um móbile é uma experiência gratificadora e isso nos mostra o quanto a arte se mostra no mais simples objeto produzido por diferentes pessoas, não necessariamente um artista, mas que com todo jeito e trato tal objeto pode vir a se tornar uma verdadeira obra de arte. Quando o projetamos ficamos até em dúvida, será que vai dar certo este móbile? Mas aos poucos conseguimos dar uma forma a todo o material que juntamos e que não dávamos muito valor.
Pesquisar os diferentes tipos, modelos e formas de móbile, é algo surpreendente e é através de uma simples pesquisa que podemos ver uma infinidade de móbiles, que vão de uma escala dos mais simples aos mais difíceis e sofisticados. Também podemos ver que qualquer tipo de suporte/material que vai do metal até o papel A4 pode ser usado para a confecção do móbile e sem falar que a variedade de figuras a disposição da imaginação de quem vai confeccionar é por demais farta.
Neste meu móbile, usei uma vareta de metal, onde com um alicate fiz um arco, um pedaço de madeira como suporte de sustentação, arame e porcas, Um pouco de tinta látex verde.
Enfim, apresento nas fotos acima, o resultado final do meu esforço e do meu entendimento do que venha ser um móbile.

Volume e Plano


Fitas de Moebius
Nesta tarefa temos a oportunidade de experimentar formas que se apresentam a cada momento que cortamos e recortamos o papel. Na fita de Moebius temos a ligeira impressão de que a fita já emendada, marcada e recortada irá se apartar, mas logo percebemos que tudo acontece de forma surpreendente com uma nova forma bem maior e bastante interessante e com novas curvas.
Tarefa 2
Volume e Plano
Já no Volume e Plano Buscamos desenvolver um trabalho mais minucioso e de certa forma que requer mais atenção e alguns cuidados, também podemos trabalhar as formas variavelmente e com isso deixá-lo conforme o nosso entendimento e gosto, as cores não só do papel que utilizamos pode variar mais também uma gama de tintas para colorir esteticamente.

Modelagem (Argila)


Um verdadeiro encontro presencial, onde pudemos ver trodos os colegas se articulando e organizando para realização da tarefa desta semana, onde todos se ajudaram e puderam construir sua tarefa de forma brilhante e bastante criativa.
Neste encontro presencial com o Prof. Max Juca, foi algo surpreendente e bastante inovador nas nossas vidas, tivemos a chance de conhecer algumas técnicas de modelagem na argila e nossos trabalhos foram feitos exatamente baseados nestas técnicas e isso o resultado foi construído de forma compassada e a cada momento nos aproximávamos do resultado final.
Contando passo a passo o nosso trabalho começamos sentindo a argila sua consistência, sua liga e assim construímos algumas formas até chegar aos resultados dos dois trabalhos propostos, fizemos uma forma pirâmide, forma cúbica, uma esfera e desta esfera em diante trabalhamos até chegarmos a esfera oca.
Em uma tábua amassamos um pouco de argila até chegarmos a uma determinada “folha” da mesma espessura para fazermos uma determinada base circular, repetimos o mesmo procedimento, deixando da mesma espessura uma segunda “folha” para que pudéssemos fazer as bordas do segundo trabalho proposto.
Algo bastante interessante é que, antes mesmo de começarmos o encontro presencial somos tomados por certo anseio, de como se dará está modelagem e como iremos nos sair, com o passar do tempo acabamos nos familiarizando com as técnicas e isso no final é um fator bastante facilitador para alcançarmos o resultado esperado para tal modelagem.
Enfim, apresento assim nas duas últimas imagens o resultado final das duas técnicas apresentadas pelo professor Max Juca e como ficaram segundo o meu entendimento, opções, convicções e gosto.

Alto Relevo



Num primeiro momento ao recebermos o comando da tarefa sempre ficamos um pouco apreensivos e sem sabermos exatamente o queremos fazer, mas ao iniciarmos, cortando cada detalhe das figuras geométricas e muitas vezes dando certo recorte na mesma deixando com certo gosto próprio, acabamos entendo e concluindo de forma prazerosa e bastante convincente de que para fazermos arte, basta boa vontade e algumas idéias principalmente dentro das idéias da arte contemporânea.
Nesta tarefa começamos com a confecção do papelão e as idéias vêm fluindo naturalmente de forma que ao imaginamos algo e a cada passo que cortamos o papelão, damos uma forma e outra a determinadas figuras dentro de uma geometria ou não, mas o que mais nos dar uma aparência estética, agradável, desagradável, de entendimento ou não, talvez seja a colaboração da tinta e a variação das cores, onde com poucas cores podemos variar entre muitas tonalidades e isso tende a deixar o trabalho mais dinâmico e com cara de arte.
O alto relevo na arte nos dar certo entendimento bastante favorável para que possamos compreender ou não aquilo o que o artista nos quer passar com sua obra de arte, usando o papelão talvez isso se torne ainda mais fácil para o artista, pois a imposição dos mínimos detalhes nas figuras geométricas fica de fácil conclusão a vista do uso de outros suporte como por exemplo: gesso, madeira e etc.

Materiais Usados:
- Papelão;
- Cola branca;
- Tesoura;
- Régua;
- lápis;
- Pincel e tinta a base d’agua.

Relevo em gesso


Dando continuidade ao comentário da tarefa de relevo em gesso, é algo que nos surpreende a cada momento que cavamos e “cutucamos” a placa de gesso, tudo começa a fazer sentido e o desenho começa tomar “forma viva”. Logo no começo, nas primeiras cavações ficamos um pouco apreensivo e cuidadoso, com uma preocupação de não estragar a placa de gesso uma vez que material como gesso na nossa região é bastante difícil.
Para esta tarefa escolhi uma cena do cotidiano de muitas ou de quase todas as famílias, a criança que após estudar na escola formal tem que complementar seus estudos em casa e aí então trabalhei para que ao se ver meu relevo em gesso logo se pudesse aproximadamente ou não o que dizer tal cena.
Neste quadro da vida cotidiana a arte é bastante interessante, pois ela se confunde com a própria vida, basta nos depararmos com uma cena da vida cotidiana em qualquer obra de arte que logo estaremos nos vendo na cena ou participantes ativos dela.
Materiais Usados:
- Gesso;
- água;
- lápis;

- Goivas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

NARRATIVA CRÍTICA SOBRE TARSILA DO AMARAL

TARSILA DO AMARAL - UMA ARTISTA MODERNISTA E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA CULTURA BRASILEIRA

Tarsila do Amaral – (1886-1973)

Antes mesmo que tenhamos que fala de Tarsila do Amaral, uma das maiores artistas modernistas e que soube fazer da arte seu principal significado de vida, com obras que chegaram a romper totalmente com o passado do academismo, temos que fazer uma breve explanação do que veio ser a arte moderna, modernismo, temos que fazer uma reflexão entre as mudanças do Brasil do final do século XIX e do início do século XX, o academismo que tinha se enraizado no Brasil a partir da vinda da corte Real e de um Brasil Império com as transformações feitas a partir da Missão Artística Francesa, que tem sua enorme contribuição não só para a arte Brasileira, mas também para formação de uma identidade cultural própria deste novo país, um academismo que servia aos propósitos da corte e do império com regras e técnicas rígidas que começa se defrontar a partir do inicio do século XX, com um novo estilo artístico que para muitos academistas não passava de uma forma absurda e desproporcional de fazer arte que era o chamado Modernismo, arte moderna.
Assim como surge o modernismo, Tarsila do Amaral aparece notoriamente para arte, num primeiro momento conhecendo a arte de forma formal, mas logo passa assim como vários outros artistas a absorverem as idéias de um novo modo de fazer arte, que acontece a partir do inicio do século XX, este novo estilo artístico que para muitos academistas não passava de uma forma absurda e desproporcional de fazer arte, era a chamada arte moderna. Ela começa a produzir suas obras baseadas no estilo expressionista, mas através de sua trajetória de vida. Sua ligação com a França e os artistas franceses do modernismo se dar de forma bastante coesa e particular, sempre buscando todo o conhecimento e aprendizagem necessária de vários movimentos artísticos como o cubismo, futurismo, abstracionismo, entre outros e que na volta para seu país acaba trazendo na bagagem toda uma gama de conhecimento que ajuda cada vez mais na firmação deste no movimento artístico.
Tarsila do Amaral foi bastante expressiva quando demonstra preocupações não só com o social, mas também com questões de vida pessoal auto-estima e situações de fácil percebimento, onde podemos observar em obras como: ´Retrato de Osvald de Andrade´1923, ´Auto-retrato´ 1924, ´A família´ 1925, `Operários´ 1933, ´2ª. Classe´1933 dentre outros, com isso ela nos dar uma lição de que o artista não precisa de forma alguma ser um ser anti-social, despreocupado e totalmente desligado do mundo exterior e interior que rodeia a sua própria pessoa.
Assim como os demais artistas modernistas suas obras despontam para o cenário artístico brasileiro, com um sentimento de nacionalismo, bastando ver na maioria de suas obras uma representação de toda essa nova tendência modernista, mas também toda a brasilidade no sentimento de uma nova identidade cultural com obras marcantes como, ´A negra´ 1923, ´Abaporu´ 1928, ´Antropofagia` 1929, dentre outras, dando assim demonstração viva de todas as temáticas locais e próprias de nosso país.
Na trajetória de formação continuada de nossa identidade cultural e artística, Tarsila se mostra bastante sensibilizada e dentro de um pensamento de que, para que isso acontecesse era necessário desenvolver uma arte que tivesse uma preocupação com a renovação da linguagem, busca da experimentação, liberdade criadora e ruptura como o passado. Com tudo isso sua arte cada vez mais soube explorar mais ainda as temáticas nacionais, dando a entender que a arte tinha de ser uma arte consumível, numa participação clara no movimento Antropofágico e de uma aproximação publica bastante acentuada, onde podemos observar em grande parte de suas obras, temáticas do nosso cotidiano e que este relacionado com as questões comuns de vida pessoal de cada um brasileiro em sociedade.
Com tudo o que foi exposto não só nesta narrativa, mas também tudo o que estudamos até agora sobre Tarsila do Amaral dentro do movimento modernista e seu significado para a Cultura Brasileira com suas representações do nosso cotidiano, é certo afirmar que mesmo não participando da Semana da Arte Moderna, sua arte, sua vida e todo o seu significado, foi um marco para a história cultural deste país, de forma brilhante soube explorar todas as temáticas que demonstravam toda a beleza e riqueza do país de forma a criar não só uma liberdade artística, mas também dar um novo significado a arte, rompendo de vez com tudo o que tinha sido imposto até o momento, com adaptação de vários estilos artístico na exploração de toda esta riqueza para a nossa própria realidade criando assim uma identidade cultural própria e invejável por outras nações, usando como trampolim para alcançar este objetivo, uma das peças fundamentais na formação, na postura e no real entrosamento do ser humano em sociedade, que é a arte, Uma arte moderna, que também nos ajuda a preservar o passado, criar bastante no presente e imaginar um futuro bem melhor do que os dias atuais.

ARTE POPULAR E ARTE ACADÊMICA

Dentre as inúmeras diferenças podemos começar falando de algumas características que a nosso ver são características que estão mais aparente e que facilmente podemos perceber conforme o que foi estudado até este momento. Logo temos a percepção de que a arte acadêmica a qual seguia um padrão fiel e buscava imprimir nas suas obras características como a perfeição, estava atrelada aos feitos da burguesia, e suas obras de arte eram expostas em salões e museus, enquanto que a Arte Popular está mais voltada para a originalidade, tendo como público alvo o proletariado, o qual é o maior consumidor de suas obras, suas obras são expostas em feiras ao ar livre.
Dentre essas características citadas podemos fazer um paralelo e discutir sobre todas as estruturas que compunha cada tipo de arte seja ela Popular ou Acadêmica. Enquanto que a arte acadêmica buscava copiar detalhadamente o estilo artístico Neoclássico, que determinava regras claras como a busca de uma beleza perfeita, fora da realidade comum, a arte popular busca manter um certa originalidade, o artista busca imprimir em suas obras tudo aquilo que ele ver a sua frente, não fugindo assim da realidade cotidiana.
É certo que a Arte acadêmica, serviu e bem ao seu propósito, de enaltecer todos os feitos e pompa do império, aonde a enxurrada de artistas vindo para o Brasil Império além de enaltecer todo o império, foi possível a criação de uma escola de artes com regras e estruturas bem definidas, sem a preocupação exata com a própria população brasileira, já a arte popular sem deixar de lado a estética, está voltada totalmente voltada ao populismo, com obras utilitárias e que de alguma forma quando adquirida ira cumprir um determinado papel e dentro deste populismo encontra-se o proletariado, um público alvo e que abre a possibilidade para que o artista popular possa vender suas obras.
Temos que fazer aqui um paralelo, quanto a questão das técnicas, materiais e linguagens relacionada a cada tipo de arte nesta narrativa. Podemos observar por tudo o foi falado e estudado que a arte acadêmica buscava todas as técnicas do estilo neoclássico, com a padronização de materiais em suas obras e uma linguagem clássica do etilo Europeu, enquanto que a arte popular se apóia em conhecimentos, técnicas adquiridas ou passadas de geração em geração de todos os nossos ancestrais, já os materiais são aqueles que se pode encontrar e está facilmente disponível ao alcance do artista popular, tais como: argila, couro, madeira, corantes naturais e etc., materiais que qualquer um do povo pode facilmente ter acesso.
Quanto às exposições de obras, é certo que a arte acadêmica difere ainda mais da arte popular, pois na acadêmica como tudo estava voltado para a perfeição de uma beleza, se fazia necessário que as suas obras fossem expostas em salões grandiosos ou museus bem mais charmosos e gabaritado para isso, já na arte popular como tudo o que vem no sentido popular, basta colocar as obras em feiras ao ar livres, para que elas não só possam ser admiradas, mas também adquiridas a preço acessível.
Falar da arte tanto popular ou acadêmica temos que fazer um apanhado de nossa história artística, onde a Arte popular começa colher seu aprendizado/sabedoria, mesmo que de geração em geração de todos os nossos antepassados, passando pelos indígenas com sua cultura peculiar, os portugueses com estilos artísticos como O barroco, rococó, arte sacra que a meu ver é a que mais influenciou e continuam influenciando os nossos artistas populares, estilos como o neoclássico que graças à vinda da corte real para o Brasil, foi possível não só a vinda de artistas franceses, mas também a criação de uma escola propriamente de arte, que num primeiro momento copiava exatamente o estilo neoclássico europeu, mas com a formação de artistas genuinamente brasileiros souberam sobre maneira traçar rumos ao um novo neoclassicismo, com traços próprios da nossa realidade, mais eclético, mesmo atendendo aos interesses da corte souberam imprimir nas suas artes todo a beleza, a adversidade e as surpresas do Brasil em seu território.
A arte acadêmica sempre seguia os moldes de perfeição da Academia de Belas Artes, sempre buscando uma realidade fora da normalidade e ao mesmo tempo buscando impor em suas obras uma beleza a mais ideal possível. É indiscutível que a intenção de tudo isso era mostra o império de uma forma pomposa e sem esquecer o sentimento do nacionalismo, um movimento que buscava todas as suas referências em uma escola de arte que por várias vezes foi batizada com determinados nomes, mas que depois da sua inauguração soube cumprir o seu papel fundamental na nossa formação artística cultura deste País.
É inegável que o interesse ou jogo de interesse que começa com os colonizadores portugueses, tudo isso foi peça chave e fundamental para a formação de nossa identidade cultural artística no Brasil, uma vez que eles não sendo os primeiros habitantes de nosso País e sim os Indígenas que aqui já estava há muito e muito tempo com toda uma gama de conhecimento, que isso facilmente denota que já havia uma cultura totalmente formada e enraizada nestas terras, eles souberam sobre maneira, não só trazer todos os traços de sua cultura artística, mas também introduzir estilos artísticos que até hoje ainda pode ser observado em toda a nossa cultura, principalmente no campo das artes, onde isto é mais marcante, como verdadeira influência nas criações de artistas brasileiros nato.
Portanto, assim como a arte acadêmica serviu aos propósitos do Brasil Império, uma arte que era ensinada numa escola própria com técnicas rígidas e regras neoclássicas. Soube de todas as formas dentro de seus limites, representar toda a beleza e adversidade de nosso País, também podemos afirmar e ter a percepção de que a arte popular, uma arte que galgou todo o seu conhecimento ao longo dos tempos, das mais diferentes culturas, estilos artísticos, também vem cumprindo o seu papel, com uma abrangência de várias temáticas da vida social de nosso povo, tais como: religião, aspectos do imaginário,costumes, nossa vida psíquica e uma gama de festividade espalhada em todo o nosso território permitindo assim uma afirmativa de que a arte é algo representativo do pensamento e da filosofia humana de vida da grande maioria significativa do nosso povo brasileiro. E com toda certeza que, quanto à semelhança de ambos os tipos de arte, podemos destacar exatamente o propósito e cada uma soube cumprir como mecanismo de alargamento e identidade cultural do Brasil formação até este País hegemonicamente sólido.

ARTE COLONIAL – O BARROCO E ROCOCÓ.

ARTE COLONIAL – O BARROCO E O ROCOCÓ, E TODO O SEU LEGADO PARA O BRASIL.





É Certo que para quer possamos narrar e expor nossas idéias sobre um dos fatos mais importante para história e firmação do Brasil como país, nação e povo, temos que levantar questões como a introdução verdadeiramente da arte Barroca e do Rococó, um estilo artístico que se desenvolveu no sul da Alemanha e Áustria e principalmente na França, a partir de 1715, após a morte de Luís XIV. Também conhecido como "estilo regência", reflete o comportamento da elite francesa de Paris e Versailles, empenhada em traduzir o fausto e a agradabilidade da vida. Uma arte que já há muito tempo vinha sendo desenvolvida na Europa e como as terras brasileiras tinha sido descoberta por Europeus portugueses, seria quase impossível que este tipo de arte não aportasse por aqui.

Sendo que sua introdução acontece a partir do inicio do século XVll, momento histórico que a Igreja católica era detentora de um poder enorme e também grande “consumidora” da arte Barroca e quando da descoberta dos portugueses de novas terras e que nessas novas terras tinha uma população nativa, logo a Igreja tratou de enviar missionários, onde se destacaram a companhia de Jesus, os jesuítas que vieram com a finalidade específica de catequizar e tornar cristãos esses nativos, viram na arte, principalmente na arte barroca, uma ótima oportunidade de tornar tudo isso uma realidade.

Mas talvez não simplesmente bastasse copiar tal arte dos europeus e introduzi - lá aqui de uma forma contundente, é lógico que se tratava de uma população nativa e arredia e avessa a tudo que vinha acontecendo, um povo com várias etnias, idiomas e uma cultura totalmente diferente da Européia, tinha que se pensar uma forma bastante confortável e que despertasse a curiosidade destes nativos, então os Jesuítas viram na arte uma forma não só de domesticar eles, mas também torná-los mais cristãos e envolvê-los em todo o processo de formação de uma identidade própria da cultura local brasileira, tal adaptação desta arte se deu a partir da arte Barroca Passando pelo rococó e pela arte sacra, Barroco um movimento artístico que foi o mais importante do Brasil colonial, colocando em ascensão o catolicismo e a fé. Caracterizando-se primordialmente pela Arte Sacra de artistas como: Aleijadinho, Agostinho da Piedade e Agostinho de Jesus.

É também na suavidade do estilo rococó mineiro (a partir de 1760) que se encontra a expressão mais original do barroco brasileiro. A extrema religiosidade popular, sob o patrocínio exclusivo das associações laicas, se expressa em um espírito contido e elegante, gerando templos harmônicos e dinâmicos de arquitetura em planos circulares, com graciosa decoração em pedra-sabão. As construções monumentais são definitivamente substituídas por templos intimistas de dimensões singelas e decoração requintada, mais apropriada à espiritualidade e às condições materiais do povo da região.

Numa projeção de que ainda podemos considerar o Brasil um País (Estado e Nação) barroco, dar-se talvez pelo fato de que mesmo os Padres Jesuítas terem sidos expulsos do Brasil colônia pela autoridade do Rei, é inegável que foram eles os expoentes mais fervorosos da arte Barroca, rococó e arte sacra no Brasil, deixando um legado que até nos dias atuais é facilmente reconhecida pelos cidadãos mais novos deste País, sendo que em qualquer Livro de História do Brasil encontramos informações e imagens suficientes para que possamos conhecê-la e reconhecê-la verdadeiramente como uma arte que não só transformou a vida de um povo nativo, mas proporcionou uma identidade cultural das mais ricas em detalhes e única.

Falar que não somos um Povo (pessoas, indivíduos, comunidades) um pouco ou até mesmo Barroco, é algo realmente fora de cogitação, exatamente porque nossas raízes estão diretamente ligadas a essa identidade cultural que foi construída a partir de bases solidas, onde a Igreja católica é responsável por grande parte desse todo, inicialmente pelos Padres Jesuítas e vem se estendendo desde o século XVII do ponto de vista de uma arte Já formada e concretiza com identidade cultural. Os brasileiros podem ver uma prova viva do barroco no Brasil a partir de obras sacras e não sacras que estão espalhadas em boa parte do território brasileiro, são obras de artistas que foram forjados dentro de um novo Barroco que não só cumpriu o seu papel de domesticar os nativos, mas também deixou um legado de suma importância para o nosso País, demonstrando assim que não somos apenas um povo (pessoa, indivíduos, comunidades) que copiam o que é bom ou ruim, mas também um povo que tem a sua própria cultura, com todas as suas diversidades e miscigenação de pessoas, culturas, conhecimentos e ensino e aprendizagem.

Não temos como nos dissociar do Barroco e acreditamos que somos sim barroco, toda a nossa história dentro deste estilo artístico permanece viva, com toda a sua pompa e elegância de um dos mais belos estilos artísticos do mundo, somos um povo que na totalidade cristãos e a maior parte respira o catolicismo, uma Igreja que muitas outras também têm os seus defeitos, mas sem sombra de dúvida não podemos deixar de ressaltar o seu legado para a nossa cultura, para a nossa arte e para todo o nosso ensino e aprendizagem desta cultura brasileira

Enfim, Temos que aceitar que a formação da identidade do povo brasileiro é uma mistura privilegiada de várias culturas e tendências artísticas ao longo de nossa história. A passagem de uma arte para outra foi sempre ocasionada pelo descobrimento de novos valores sociais ou de novas técnicas descobertas, toda passagem trazia valores, informações e conhecimentos da arte anterior e mesmo os povos nativos nos trouxeram o primeiro aprendizado, mirando nas tradições e manifestações de um povo, tendo como o desenvolvimento e a construção do objeto como o algo mais importante a ser admirado, E que se não fosse o Barroco no Brasil, não teríamos o florescimento de uma arquitetura, escultura, pintura, música e literatura tão rica em detalhes e formas que Chega causar uma ótima impressão até mesmo em quem não é brasileiro. Num momento uma simplicidade e singeleza que anteriormente foram contrastadas com um vibrante dinamismo, de esplêndida arquitetura e pinturas nos interiores das igrejas, até a grandiosidade e suntuosidade nos exteriores dessas igrejas, levando em consideração todo este legado, Assim devemos e podemos dizer que a nossa arte tomou corpo e espaço com idéias e acontecimentos que serviram e nos(brasileiros) deram suporte, com uma base para a formação e o desenvolvimento pleno de uma identidade e de uma cultura genuinamente brasileira.

A ARTE RUPRESTES E A ARTE INDÍGENA BRASILEIRA.

UMA ABORDAGEM SOBRE O CONTEXTO DA ARTE RUPRESTE E INDÍGENA BRASILEIRA NA CULTURA VISUAL.



Não se pode falar de arte sem que venha em nossa mente todo o riquíssimo histórico da contribuição dos povos primitivos, com sua arte rupestre, logo o Brasil e o continente americano de forma alguma ficou fora deste contexto, bastando olhar e ver todos os vestígios rupestres que aqui sem encontra neste País, onde também podemos observar que a arte está presente nos mais simples gravuras e utensílios produzidos pelos diferentes grupos que aqui habitavam este vasto território americano. Ao se abordar tudo isso não só nossa história, mas também na história da humanidade a arte tem a sua iniciação ou inserção na vida do ser humano a partir da sua própria necessidade, levando em conta tanto no plano material, místico ou espiritual e isso está demonstrado em todos os “vestígios rupestre” encontrados em sítio arqueológico de todo o mundo e o Brasil não está fora deste quadro e sim faz parte importantíssima deste quadro mundial.

Temos que fazer uma abordagem de tudo aquilo que compreendemos sobre a necessidade da cultura visual na vida do indivíduo, necessidade essa que observamos e que vai desde o homem primitivo, passando pelos povos indígenas e até o homem dos tempos atuais. Na realidade são indissociáveis essas relações que o homem sempre teve com a arte como forma de firmação e necessidade de expor aquilo que via, sentia e pensava então de uma forma ou de outra tanto a arte rupestre como a própria arte indígena estavam baseadas em valores simbólicos e espirituais que Ra representados em quase tudo aquilo que eles faziam, eram representações de uma realidade que os mesmo viviam em sei dia a dia.

Começamos aqui a refletir passo a passo cada momento histórico desta cultura visual. O homem primitivo que ao fazer suas representações nas grutas e paredões rochosos, via nessas representações visuais uma forma de não só alimentar os seus anseios e perpetuar a sua cultura, mas também ter uma visão globalizada de tudo aquilo que envolvia a sua vida em grupo ou sociedade. Já para os indígenas isso é algo ainda mais forte e bastante visível, basta observamos toda e qualquer tipo de arte que os mesmo produzia e continuam produzindo no seio das seus grupos, levando essa cultura visual um pouco além dos objetos produzidos e usando para isso até mesmo seus corpos como forma de demonstrar todo o efeito da mesma no seu cotidiano, basta observamos os índios atuais. Finalizando essa reflexão nossa sociedade atual, não só age da mesma forma, mas também usa essa cultura visual de forma persuasiva, nas relações de entretenimento, comercias e também como identidade de sua própria cultura.

A cada passo da nossa história na cultura visual, arte rupestre, arte indígena e arte moderna, não é necessário sermos nenhum estudioso nesta área para sabermos que o homem em qualquer momento da sua vida pessoal ou em comunidade faz uso da arte e ela se torna fundamental levando em consideração a visualidade como fiel promotor de valores simbólicos e espirituais dentro de qualquer cultura. O homem moderno brasileiro já tomando como experiências fatos primitivos que vai desde a arte rupestre, arte indígena e até a modernidade finca na visualidade todo e qualquer tipo de arte produzido pelo mesmo, seja ela para os padrões da estética, do impacto, choque ou até mesmo de um legado a ser deixado ou exposto.

Ao ver e rever todo o legado deixado pelas culturas visuais, seja na arte rupestre, arte indígena e todo e qualquer tipo de arte feita pelos artistas brasileiro até hoje, jamais podemos desmembrar a visualidade como ponto fundamental e primordial de toda a nossa cultura, a qual ao longo do tempo se iniciou com os povos primitivos, passando pelos indígenas e se concretizando cada vez mais com a arte atual.

Da chegada dos portugueses, muitas etnias de nossos povos primitivos já tinham desaparecido, povos que faziam uso de diversas técnicas, demonstrando assim um alto grau de desenvolvimento de sua cultura. O impacto da conquista européia sobre as populações indígenas das Américas foi imenso, no início da colonização foram escravizados e submetidos a todos os tipos de maus-tratos e apesar de em 1595 o aprisionamento ser proibido, a escravidão. Nesse processo, foram obrigados a negar sua cultura, suas tradições e até mesmo fingir que não existiam ou que tinham esquecido suas raízes, numa atitude de apagamento cultural. Assim, passaram despercebidos e os governantes se convenciam de que de fato foram assimilados pela cultura dominante. Sempre foi mais fácil tratar todos como se fossem iguais acalentando o remorso por tantas truculências cometidas contra a vida dos povos indígenas ao longo de mais de 500 anos, e que levou tantos grupos ao desaparecimento físico e cultural.

Sem sombra de dúvida que a arte rupestre e arte indígena são um fator importantíssimo não só na construção do nosso País, mas também uma peça fundamental para a construção de uma cultura bastante desenvolvida e conhecedora do seu passado, pois uma cultura sem passado não é uma cultura, é apenas conhecimento pegado emprestado, pronto e acabado, Nossa arte rupestre continua dentro de um interesse bem maior a construir uma bela história deste País, tão importante quanto às culturas européias, pois com o avanço da própria tecnologia ela pode nos proporcionar um conhecimento que nem pensávamos em conhecer.

Contudo é a partir da arte que um povo reconstrói a sua história e de uma forma em geral se torna mais culto. Ela nos dar a sensação de realização dentro de uma realidade ou uma abstração dos nossos sonhos e sem falar que ela nos proporciona conhecimento infinito. O povo indígena, assim como qualquer outro povo tem a sua cultura, sua forma e jeito de viver, capaz de criar um tipo de arte genuinamente pessoal e intransferível, de um povo que soube sobre maneira e dentro das maiores adversidades e crueldades impostas por outro povo, manter sua cultura intacta e com a mesma caracterização dos seus antepassados.