segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Galeria Virtual


A presente galeria tem um cunho importantíssimo para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica e por interpretar o “ser” brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do nordeste. Entendo que é através da arte que mais podemos não só chamar atenção ou efetivamente denunciar qualquer situação que se posta na nossa sociedade, comunidade, grupo ou até mesmo em todo mundo, mas também apreciar, admirar e contar como verdadeiramente pessoas com suas características específicas e de uma simplicidade impar, consegue sobre maneira se sobre sair as mais adversas situações em que a vida se mostra amarga, sofrida e com enormes dificuldades até de sobrevivência. É certo que todas as imagens e obras aqui expostas deste artista estão diretamente relacionadas com as obras dos movimentos artísticos do Realismo, Romantismo e Impressionismo, movimentos que tem e acreditamos que sempre continuará influenciando a arte moderna e diretamente arte quem dos pequenos centros, pobres, humildes e reais da vida cotidiana.
Após esta exposição deste renomado artista que é Ademir Martins, seremos capaz de entender e quem sabe passar a dedicar um apreço e admiração a esta parte deste povo brasileiro que tanto tem a nos ensinar, com seus traços e formas particulares de se vestir, comer, divertir-se e levar a vida segundo seus preceitos e de conformidade à vontade Divina.
Partindo desta reflexão venham a mudar sua atitude em relação a este povo e não sejam expectadores passivos, mas que analisem por alguns instantes como seria viver da forma que lês vivem e ainda assim mesmo se sobre sair no mundo do humor e do entretenimento o vil e sintam . Seu olhar vago traduz um sofrimento resignado, sereno e por ser constante não produz mais um desespero iminente. O que me faz propor uma exposição com este tema e com estas imagens é o desejo de tornar mais conhecido o belo trabalho do artista plástico Ademir Martins, que mesmo sendo de uma região tão pobre e muitas vezes miserável, soube com seu olhar cirúrgico e atento traduzir em pura arte toda a paisagem e a figura caricata dos nordestinos creio que suas imagens são completas sendo dessa forma suficientes para a ilustrarem o tema aqui abordado. Deste modo tenho a plena certeza de que esta exposição será mais um forma de demonstrar tudo o que podemos de imediato num simples olhar, caracterizado pelos detalhes de suas obras, direcionar nosso pensamento direto a esta parcela do povo brasileiro.

Exposição e distribuição das obras
A galeria de exposição será um prédio com uma arquitetura característica não dos grandes movimentos artísticos, mais de uma arquitetura que mais se aproximem da realidade do próprio nordestino em questão, uma espaço grande, com um único salão e que todas as obras serão distribuídas de forma sistemática, onde primeiro iremos favorecer a temática do homem nordestino, com suas características típicas, em seguida as paisagens que só temos o privilegio de ver nas terras do nordeste e por último os objetos, sempre respeitando o tamanho proporcionais de cada obra e suas semelhanças.


Homenagem

Artista plástico José Gercivandro Albuquerque “Pica-Pau”

Filho de Tarauacá-Acre, histórico de família degradada pela separação, sendo criado praticamente só pelo pai, como a maioria das famílias acreanas que não dispõe de recursos financeiros e que acaba tendo que incerir os seus filhos muito cedo no mercado de trabalho. Sua vida foi acompanhada até muito tempo por rastros de violência em que tanto ele quanto seus irmãos acabavam se metendo e tendo problema com a polícia e a justiça, teve uma pequena passagem na Unidade do sistema penitenciário acreano.
Começou a pintar desde pequeno, no início apenas como meio de complementação da renda familiar, mas logo depois descobriu que tinha talento e disposição para pintura, onde já fez vários trabalhos e que lhe renderam elogios e comentários de outros artistas da terra. Hoje continua batalhando e tentando vender seus quadros, os quais são apreciados e adquiridos pela comunidade local e turistas que frequentam a cidade em época festivas.
A exposição de seus trabalhos não são muito frequentes, tendo em vista que ele só os faz durante o aniversário da cidade local ou quando é feito alguma festividade organizada pela prefeitura.








FICHA TÉCNICA

Realização: HAV 1
Curadoria: Raimundo de Araújo Corrêa
Coordenação de produção
Equipe de Produção
Equipe de Apoio
Programação Visual
Equipe de agendamento:
Equipe de montagem
Administração
Reprodução Fotográfica
Programa Educativo
Monitores
Consultoria
Aldemir Martins
Modelo
54 x 65 cm
Óleo sobre tela
ref.: am003
ANO 1949






Aldemir Martins
Cangaceiro gordo
60.5 x 45.5 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am062
ANO 1999






Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am095
ANO 1999







Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am096
ANO 1999






Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am097
ANO 1999







Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am098
ANO 1999







Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am099
ANO 1999




Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am100
ANO 1999







Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am103
ANO 1999






Aldemir Martins
Cangaceiro Az de Ouro
115 x 89 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am452
ANO 1973







Aldemir Martins
Apartaide
74 x 52 cm
Acrílica sobre papel martelado
ref.: am816
ANO 1989







Aldemir Martins
O Flautista
100 x 80 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am891
ANO 1967







Aldemir Martins
Bois
25 x 25 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am106
ANO 1971







Aldemir Martins
Paisagem
40.5 x 50.5 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am128
ANO 1999






Aldemir Martins
Paisagem
40 x 50 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am133
ANO 2000






Aldemir Martins
Palheta - Natureza morta
27.5 x 41.5 cm
Acrílica sobre madeira
ref.: am141
ANO 2000






Aldemir Martins
Paisagem
28 x 47 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am655
ANO 1984







Aldemir Martins
Pássaro
77 x 77 cm
Acrílica sobre papel mache
ref.: am724
ANO 2001






Aldemir Martins
Vaso de Flores
85 x 35 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am928
ANO 2003






Aldemir Martins
Vaso c/ flores
75 x 25 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am398
ANO 1968

domingo, 21 de setembro de 2008

A beleza ao meu redor

Poesia


A poesia
Tem sempre um pouco de tudo
A alegria do mundo
O cheiro das flores

A poesia
Tem sempre um pouco de tudo
A beleza do mundo
Pessoas se movimentando
Objetos valiosos assim como as rochas

A poesia
Tem sempre um pouco de tudo
As formas, os cheiros e o verde
Das paisagens sempre a balançar
Com o toque do verde a velejar,
Que não me deixa enganar com a
Música sussurrando não me enfado
De pensar.

A poesia
Tem sempre um pouco de tudo
A beleza do mundo
Com tamanho cheiro profundo.

Dedico esta poesia a todos que mesmo não tendo os atributos da beleza externa, sabem cultivar a beleza interna, se tornando pessoas mais amáveis e de coração puro.


A beleza que observamos todos os dias e que nos mantêm alegres e satisfeitos com a nossa própria vida que levamos, beleza que encontramos nas coisas mais simples que nos rodeia e nos causa conforto e satisfação. Vemos beleza quase em tudo o que temos contato no nosso dia a dia, a beleza e graça de nossos filhos que nos cativam e amansa a alma, nos deixando extasiados nas suas forma de ver e encarar o mundo, que para eles nada está ruim e a vida é uma verdadeira brincadeira eterna e que nem imaginam que é apenas uma fase passageira da vida. Uma beleza que nos deixa embriagados com tamanha naturalidade, talvez tudo isso seja à essência para o encantamento, graça e conforto da nossa mente. Ao contemplarmos um simples alvorecer ficamos tão vislumbrados com tamanha a beleza que esquecemos do maior problema que possa existir, mesmo que seja por algum instante e não sabemos a medida exata desta beleza, mas sabemos que ela está ali, existe e somos privilegiados em assistir tamanha beleza natural e Divina.

Pensamentos e seus autores.

1ª Parte

Obra Palácio dos ofícios

1 - composição:
Todos os componentes que são inerentes à obra de arte e que fazem parte de um todo, componentes estes que podemos observar cada um posicionado conforme a intenção do autor que destaca cada um conforme seus pensamentos e sentimentos que está incerido no momento da criação da obra artística. Não podemos esquecer que todos os componentes estão estrategicamente posicionados e colocados de certa forma que para um conhecedor ou não da obra de arte poderá está relacionando estes componentes aos mais diversos temas. Tudo está devidamente relacionados a intenção do autor, que quer dá esta ou aquela cara a sua obra de arte, seguindo um padrão que ele mesmo traçou para a obra em questão.

2 - Visão familiar das festas:
Neste componente podemos observar que o artista intencionalmente relacionou e queria deixar demonstrado nesta obra, o quanto era importante na sua época deixar demonstrado que a visão familiar, muito tinha a ver com beleza, galhardia e pompa. Visão esta que o autor deixa claro que sua intenção está relacionada em mostrar apenas o que se tinha de mais belo com referência estes e deixar de certa forma as escuras aquilo que ele considerava feio, absurdo e anormal a sua vida, mesmo que ele fosse de uma família ou lugar pobre ou tenha passado por muitas dificuldades, tudo isso não deixava que o mesmo simplesmente fosse contaminado pelas amarguras da vida e colocasse um cunho dramático na sua obra.

Obra O milagre da hóstia

1 - Fragmentação da cena:
O autor usa a variação geométrica para que com isso ele possa definir suas obra, usando retângulos, ângulos e simetria, onde podemos observar que esta obra se trata de uma obra esquematizada e com traços retos, dando um sentido tridimensional, dando uma cara a sua obra de esquadrejamento e não de coisa feita a mão sem esquema e traços obtido a partir simplesmente de linhas retas e traços similares. Essa relação do autor com esta obra em questão está evidenciada e associada com as idéias de profundo interesse em evidenciar os traços retos e segmentos lineares.
Necessário se faz a fragmentação das cenas para que melhor o autor possa deixar claro o que realmente quer com feitio de sua obra de arte e que naquele momento deixar incerido todo e qualquer sentimento e pensamento nos traços de sua obra.


2 – influência do teatro:
Tal cena toma contornos de figuração, que não podemos deixar de relacioná-la com as encenações teatrais da época, as quais eram meticulosamente ensaiadas e acabavam influenciando não só os pensamentos dos artistas da época, ma s também deixando contribuições severas na construção de suas obras artísticas. Normalmente o teatro propicia tudo isso, onde podemos ver que é nas encenações teatrais que se dá toda liberdade de criação possível, deixando o artista totalmente a vontade para que ele possa criar conforme seus sentimentos e pensamentos. O teatro este que conforme surgem suas encenações também pode revelar cada vez mais o lado brilhante ou medíocre do artista, conceito que também se aplica a autores de obras de artes que até hoje continuam fazendo sucesso e deixando muita gente boquiaberto com a tamanha genialidade dos artistas da época antiga.

Obra A visitação

1 – Profundidade:
Está evidenciado nesta obra que o artista faz uso da habilidade visual de perceber o mundo em três dimensões. É uma característica comum em vários artistas que ocupam um nível maior de evolução. A percepção de profundidade permite ao seu detentor estimar com maior precisão a distância até determinado objeto. Estava também preocupado em formatar os objetos, personagens e cenário. Profundidade esta que se faz necessária para que possamos entender como o autor está tentando transcrever fielmente aquele momento em que ele imagina está acontecendo quando se fala tanto em movimento quanto das coisas que estão estáticas, como a própria paisagem por detrás das pessoas que estão em segundo plano.


2 - Primeiro plano:
Tudo aquilo que num primeiro momento se apresenta a nossa visão e aqui nesta obra podemos destacar em primeiro plano as pessoas que são detalhadas com suas vestimentas típicas daquela época em questão, contrastando com imagens mais modernas. Tudo se mostra logo que passamos a sua observação, mas não deixando também de ser evidenciado a paisagem e com construções que são dignas da época.
O primeiro plano desta obra de arte se mostra facilmente e podemos ver a intenção do autor de que com isso ele conseguiria chamar primeiramente a atenção de quem a olhasse sua obra os detalhes que se mostra primeiramente. Dando uma ilusão de ótica de que uns objetos e pessoas estejam mais perto ou mais longe.

Obra São Sebastião

1 – figuração:
Fica evidenciado que a figuração é tudo aquilo em que o autor da obra busca de mecanismos para demonstrar que apesar de toda maldade dos homens , ainda sim aquele que está em situação desprivilegiada pode demonstrar sua vida triunfante, sem se deixar abater pelo mal eminente que estão comentando a sua pessoa. A figuração nos proporciona a isso e muito mais.
O autor ao fazer uso desta figuração relata de forma clara e viva em sua obra que mesmo quando a figura do guerreiro está transpassada com flechas, ainda sim não se deixou abater com todo o acontecido e está pronto para morrer de forma honrosa e marcial, como eram as mortes simbologicamente daquela época.


2 - Objetos de sua cultura e de sua experiência:
Nesta pintura está relacionada os objetos e traços da cultura da época e local, como ruínas que fica evidenciado traços artísticos das construções que naqueles tempos era dadas uma conotação artística em tudo o que era produzido com moradias e palácios dos senhores. Pois quando falos em cultura estamos falando dos traços cristão que podemos observar que foi dado ao trabalho do artista, em que não era admitido de forma alguma a adorar outro deus que não fosse os próprios deuses dos imperadores, na imagem também deixa claro a forma de proceder quando se falava em desobediência e tomada de novos direcionamento próprio da vida pessoal tinha que está condicionado ao que as autoridades empunham a todos os que estavam sob seus domínios e também que o castigo tinha que ser exemplar e para isso tomava uma conotação cruel e sem a mínimo respeito a vida humana.

2ª Parte
Podemos ver que Robert Cumming defendia que ao se apreciar uma obra não era bastante ou suficiente que apenas desse uma olhada sem o comprometimento de um estudo mais aprofundado, tínhamos que fazer uso da nossa mente e sequentemente também o uso da inteligência, só assim tudo isso nos possibilitará uma compreensão maciças e original da obra em que tentássemos entender e compreender exatamente o que o autor da obra queria nos passar, sua mensagem seu intuito , seus sentimentos e pensamentos que naquele momento da construção da obra estava sentido ou pensando, ele também fala que ao contemplarmos uma obra de arte poderemos fazer uma viagem através da nossa imaginação que voará através dos traços e das linhas que o autor a impôs, numa época que não tivemos a chance de viver, mas que a partir das possibilidades criadas pela própria obra poderemos tirar nossas conclusões como foi e o que aconteceu naquele momento em especial.
Já para Ernst Gombrich, defendia que a arte é um campo infinito de aprendizagem e conhecimento que possamos adquirir conforme as novidades que vamos descobrindo no transcorrer do estudo das obras de artes e também essa mesma obra de arte nos dá a oportunidade de descobrir novos aspectos cada vez que paramos para estuda-las ou simplesmente aprecia-las, um mundo novo e diferente de tudo o que se apresenta no campo da vida humana com suas normas e viagens aventureiras.
Gombrich que nos chamar a atenção para que quando estudarmos ou apreciarmos uma obra de arte, simplesmente não termos que achar que já sabemos de tudo sobre esta obra e que ela não tem mais nada a nos passar e podemos dá por fim e acabado, sem medo de que não tenhamos mais nada a aprender ou nos surpreendermos quando nos depararmos novamente com esta mesma obra de arte.

espaço ritualístico - Igreja de São José Tarauacá-AC

Igreja católica de São José, localizada na Avenida Antônio Frota, próximo a Praça Tarauacá. Uma Igreja que temos primeiramente levar em consideração sua história que vai desde a chegada de padre alemães vindos da Alemanha com o intuito de catequizar e arrebatar mais fiéis para a Igreja católica de um modo em geral.
Padres que vinham para uma região como a nossa sem um mínimo conhecimento da região em si, apenas com informações que lhe eram passadas através de relatos escritos ou livro que se destinavam a passar informações da Amazônia legal. Padres estes que traziam com eles uma verdadeira gama de cultura e conhecimento da sua própria cultura, tanto que a nossa igreja de São José até hoje se encontra exatamente como foi feita, mantendo-se seus traços das edificações da época de Alemanha Ocidental, traços estes como: - Cobertura em forma de v invertido e bem fechado, altura de suas paredes desproporcional as edificações locais e fiel aos traços de das réplicas das igrejas Antigas próximo ao Império Romano, com suas janela enormes e vidraças coloridas, nas portas e janelas. Logo na entrada podemos ver uma enorme torre que faz parte da própria igreja, onde fica alojado o sino, em que é tocado tanto para indicar os horários das missas, como também os horários que para os católicos são de fundamental importância saber, tais como 6(seis) horas da manhã e da noite e principalmente o meio dia, onde podemos observar que neste horário os católicos o dedicam a oração e meditação para antes ou após ao almoço, Sino este que foi trazido da Alemanha, com enormes dificuldades da época e instalado no alto da torre da igreja e que também podemos ver que tal sino feito totalmente de ferro maciço, se trata de um trabalho artístico de algum ferreiro importante e que era feito especialmente para ser instalado nas igrejas da região amazônica acreana que eram bastante desconhecida. Podemos observar logo na frente da torre uma enorme imagem de são José com o menino Jesus em forma de mosaico, onde os detalhes dos vidros coloridos trazidos da Alemanha estão totalmente aparentes e amostra.
Quantos a objetos ritualísticos podemos observar as imagens dos mais variados santos. Tais como São Francisco, São José, Nossa senhora, Imagem de Jesus Cristo e etc. Todas feitas de porcelana, onde suas formas se aproximam o mais real possível da imagem humana, onde foi talhadas imagens da via sacra e que demonstra o belo trabalho feito por um artista desconhecido. Também fica muito claro que para o católico é muito importante comungar da hóstia e vinho que o padre distribui ao final da missa e que segundo as leis da Igreja católica, aquilo significa a carne e sangue do próprio Cristo e também é preciso que o católico esteja preparado e confessado seus pecados para que possa come e beber do sangue e da carne de Cristo.
Nas laterais podemos ver em cada lado uma pequena capela, onde fica a imagem simbólica de um santo, em especial de um lado São Francisco e do outro São José, que é padroeiro e santo protetor da cidade de Tarauacá. Seus assentos feitos de madeira nobre e que também não fogem aos padrões dos assentos “bancos” que eram feitos na antiguidade para as igrejas católicas. Tal igreja leva o nome de são José, mas o santo mais festejado e que tem uma data especifica para suas festividades é são Francisco, que vai de 25(vinte cinco) de setembro ate 4(quatro) de outubro, onde se comemora o Novenário de São Francisco.
Quanto à importância para a comunidade, principalmente a católica e de fundamental importância todos os seus santos e símbolos que ali estão dentro e quer envolvem a própria igreja de são José, onde cada fiel melhor se relaciona com este ou com aquele santo, muitas vezes dedicando a eles algumas das graças alcançadas e fazendo “promessas” para alcançar algumas que eles julgam alcançar através de um pedido do santo ao Santo Senhor Deus.
Enfim, toda a igreja está relacionada não só a cultura da antiga Alemanha Ocidental, mas também a toda arte que era desenvolvida e absorvida naquela época pela Igreja católica, que tanto se impunha quanto mandava em quase tudo relacionada aos seus fies.

Bibliogafia de Sebastião Salgado

Com o nome de nascimento de Sebastião salgado Junior, nascido em 8 de fevereiro de 1944, no estado de Minas gerais, sendo o único homem de uma família de 8 irmãos, começando a estudar economia em 1964-67, a partir de 1973 começa a trabalhar com a fotografia, na ocasião como repórter fotógrafo. Sendo ele considerado como um dos melhores fotojonalistas do mundo, por detrás de sua figura caricata esconde milhares de rostos, que no decorrer de sua carreira, foi fotografando por quase todo o mundo, onde podemos observar rostos de idosos, crianças, com feições de dor, alegria, sofrimento, verdadeiras figuras representativas dos mais variados sentimentos da pessoa humana, dando uma realidade tão verdadeira, que chega a se confundir com a própria semelhança de sua figura.
Desistiu de uma carreira que tanto prometia de economista, aos 29 anos e abraçando por paixão o mundo da fotografia, vendo a se tornar um dos mais prestigiado fotografo dos dias atuais. Buscando sempre no preto e branco a demonstração de suas imagens, principalmente em matérias que falam das condições humanas no nosso planeta.
Não diferente daqueles que encararam a ditadura militar, se viu obrigado a exilar-se em Paris em 1971, sendo nesta mesma época começando a trabalhar na organização do café, como consultor uma espécie de consultor de plantação no continente africano, desta oportunidade foi que descobriu o gosto, vocação e as possibilidades para a fotografia. Foi em seu retorno a Paris, em 1973, que iniciou sua carreira como foto jornalista, tendo como suas primeiras matérias, como free lance a seca que assolava as regiões africanas de Sahel (faixa sul do Saara) de Níger e também trabalhadores que imigravam da Europa.
Já em 1979 em diante começa toda a sua trajetória das surpreendentes séries de fotografias documentais sobre camponeses na América latina, trabalho este que deu como resultado o Livro Autres Ameriques (1986). Já em 1986 trabalhando para a organização médicos sem fronteiras, chegou a fotografar durante 15 meses, tudo o que estava relacionado ao trabalho dos médicos e enfermeiros voluntários na região de Sahel da Etiópia, Sudão, Chade e Mali, resultando em ourtro livro Sahel – L´Homme em Détresse e dentre outros muitos trabalhos que tanto lhe renderam prêmios, fama e reconhecimento.
Podemos observar em primeiro plano na fotografia um rapaz, provavelmente um morador de rua ou um mendigo deitado na calçada da orla marítima, dormindo em cima de um lençol e coberto por um tecido próprio para esquentar as noites frias e geladas do local, vemos também um curioso ou provavelmente morador desta mesma cidade, que a tudo e a todos observa curiosamente e atento, ao lado pássaros que demonstram certa domesticação ou aproximação humana estreita. Também muita, mas muita água mesmo, que é uma das peças fundamentais do povo indiano segundo suas crenças e religiões.
Ao fundo podemos ver toda a beleza e sofisticação da cidade, como grandes prédios, casas, contrastando com a pobreza e miséria que se apresenta na fotografia em primeiro plano. Vemos também que tal fotografia foi tirada num dia nublado, cinzento e demonstrando uma obscuridade da própria realidade que era aquele momento em questão.
Uma sensação de coisa feia, triste e amargurada e que tanto me causa repulsa, me remetendo a sensações das maiorias das famílias brasileiras, como pobreza versos riqueza, oportunidades verso desemprego, amparo x desamparo, acolhida x abandono, tudo isso acompanhado com uma sensação de tristeza e desolação, empatia acompanhada de certa vontade de fazer e poder mudar esta realidade que tanto está e permanece ao mesmo tempo em que está tão longe está tão perto, uma vez que acontecem até mesmo na minha própria cidade, comunidade e vizinhança. Mas desperta também certa nostalgia com relação ao próprio trabalho deste maravilhoso fotógrafo Sebastião Salgado, que com um gesto tão simples, mas também pretensioso ao mesmo tempo, pode despertar as mais variadas sensações humanas que o ser humano possa sentir.
Através da fotografia podemos não só demonstrar tais sensações, mas também causar certo clamor e manifestação para uma mudança da sua atual realidade que atravessa na vida.
Sem falar numa das principais sensações que o ser humano deveria mais valorizar em sua vida que é a Liberdade total de seus atos e fatos que o cercam, está no ar livre sem a mínima preocupação de muitos problemas determinantes da vida de muitos que vivem sob o peso, por assim dizer, da classe média ou do salário mínimo para manterem a sobrevivência.
Esta fotografia tem o lado do belo, pelo fato que ela nos remete a uma realidade pura, sem máscara e verdadeiramente real do fato em questão e que é mostrado através do ato fotográfico e também nos remete a beleza de toda a sua paisagem da natureza, que por si só transparece sua beleza comum a si própria, que num instante pode significar algo muito interessante para mim e noutro tão obscuro e feio para outra pessoa que lance um olhar, tudo isso dependendo do seu momento e estado de espírito, no momento em que observar ou fazer um julgamento de juízo de algo observado.

sábado, 20 de setembro de 2008

Indivíduo, filosofia e sociedade!!!

De conformidade com os conceitos estudados nesta semana e trazendo para dentro do meu objeto de estudo, podemos observar que na casa de artes a qual será meu objeto de estudo que os objetos lá produzidos tem uma função social em que o indivíduo, o objeto produzido significa a realização e uma completa aquisição de cultura.
E podemos dizer que o tipo de produtos arte lá produzido pelas as pessoas que freqüentam a casa não é a forma mais alta de arte, mas significa caracterizar este ou aquele objeto como ele é imaginado antes de ganhar forma, organizando diferentemente de padrões já existente e obedecendo as idéias pré-concebidas, onde o a graça de tudo está exatamente em uma beleza em que o indivíduo fica totalmente liberto para que ele possa empregar uma beleza livre de padrões já estabelecidos, empregando a beleza espontânea, livre e sendo estimulado o livre uso da imaginação.
Daí então pode se dá uma cara de drama e sofrimento pessoal na própria construção criação destes objetos, onde quem os cria poderá projetar suas emoções e libertando-o de sofrimentos que até então estava preso na sua personalidade. Onde a estética e a moral entram num verdadeiro duelo conflitante, mesmo que muitas vezes inconscientemente acabam influenciando o resultado final do objeto produzido.
No entanto podemos dizer que quem os faz e produz estes trabalhos objetos artísticos na casa de artes, os faz também tentando angariar um pouco de fama e divulgação da sua produção, até por que além de trazer reconhecimento pessoal, estes objetos bem trabalhados, com um grau de beleza definida como belo e de muita graça em admirá-los, tudo isso estará sendo um fator para o seu próprio engrandecimento pessoal e como artista.
Enfim, podemos observar muitos detalhes nos próprios objetos artísticos produzidos na casa e só assim poderemos tentar entender como as idéias de pessoas que muitas delas nem imaginam o que seja arte possam dá forma e corpo as idéias imaginadas por elas em verdadeiros objetos artísticos e que muitas das pessoas que chegam a ver estes objetos passam a considerá-los como verdadeiras obras de arte.

Mimesis ou imitação


Após a leitura e avaliação dos conceitos de mimesis ou de imitação se dá na construção de formas representativas de arte de uma maneira bastante centrada na idéia de tentar copiar, seja uma idéia real ou uma imitação daquilo que imaginamos. Segundo Platão, todas as imitações são meramente cópias das idéias de outros, inclusive as tragédias, já Aristóteles defendia a idéia de que imitação é algo trazido do próprio ser humano, ou seja, algo natural que são desfrutados desde infância que os mesmos aprendem com a mesma.
Na casa da arte tema do meu trabalho final, tudo o que é e está sendo produzido está focado nas imitações dos padrões de beleza e isso faz que as pessoas que ali participam busquem segundo seus padrões do que é o belo e de que venha ser a beleza se incerirem neste mundo que muitos artistas modernos fazem uso que é a imitação. Dentro de suas realidades tentam buscar uma semelhança daquilo que os mesmos vivenciam nos seus espaços de vida e chegando a transportarem para seus trabalhos, buscando aprofundar idéias de seu passado e vivenciando algo mais natural.
A integra a um trabalho bem feito ou de uma boa beleza, faz com que o artista pense em dois fundamentos, primeiramente que ele tem que fazer com este produto artístico seja agradável aos olhos de quem o interessa adquiri-lo, que mesmo que não entenda que este produto seja arte e imitação de algo vivenciado pelo artista, é capaz de conceituar-lo como belo e significativo para si próprio. Em segundo lugar entra a questão da auto-estima e da sua própria valorização como ser humano, que depois de ver seu próprio trabalho pronto e muitas vezes elogiado por terceiros alimenta seu próprio ego.
Na estética medieval se define arte como uma religiosidade onde está ligada no meio artístico de qualquer ser e vivenciando a beleza no seu cotidiano e absorvendo idéias e pensamentos sobre a beleza existente na sua vida diária e vendo algo como a vida interior de pensadores que transforma a mente como algo e se inspira na realeza e beleza existente ao seu redor isso significa que envolver a beleza existente no seu meio é compartilhar com a riqueza de sua cidade fazer arte nada mais é que se inspirar na beleza real.
Vivenciando a vida de artistas regionais percebe-se que fazer arte nada mais é que uma inspiração e dedicação que os mesmos sentem e tem o dom de fazer algo parecido, ao fazer vão se aprofundando em beleza que parte do seu interior e isso faz com que os mesmos sintam dentro de si mesmo algo parecido como um trabalho de um artista que procura vivenciar a realidade que parte de seu interior e esbanjando seu exterior.
No entanto, após ver como se desenvolve os conceitos de mimeses ou imitação, podemos concluir que, segundo nossos artistas regionais a arte está relacionada na vida de cada ser humano e que este ou aquele produto produzido pelo mesmo tem que ter um teor máximo de beleza, a qual está relacionada com o que ele entende segundo sua visão de vida como belo.