sábado, 20 de dezembro de 2008
Arte e Política
Podemos dizer que arte é um elemento que se encaixa exatamente neste contexto em que o homem social, também tem que ser político. Através dela poderemos transformar não só o cidadão em um ser participativo, mas também um cidadão de visão, que busca empreender o melhor para si e para o seu próximo e talvez a arte entrincheirada na escola seja uma peça fundamental para toda essa transformação, onde iremos trabalhar o cidadão desde muito jovem, sua mente e seus pensamentos são campos férteis e de fácil encaixe nesta linha de raciocínio.
Aqui façamos uma crítica ao atual modelo escolar, em que está atrelado a construção de um cidadão totalmente individual e com objetivos traçados apenas para sua individualidade, sem se preocupar muito com o seu grupo, comunidade e sociedade, onde suas metas são apenas de alcançar uma formação e um trabalho respectivamente. A arte é fundamental para que possamos transformar este cidadão parado e estagnado, em uma pessoa preocupada com o bem está de todos e com as gerações vindouras, que talvez seja a principal preocupação do momento.
Outro ponto fundamental neste processo de transformação é a inclusão das novas tecnologias de informação e conhecimento na vasta rede de ensino-aprendizagem, onde a arte está totalmente relacionada com tudo isso e poderá ser trabalhada no sentido de buscar resultados efetivos a curto ou até mesmo em longo prazo, sempre com a preocupação de buscar uma relação estreita com objetivos traçados em direção ao indivíduo, ao coletivo e ao todo.
Enfim, “eis como toda prática artística contém virtualmente uma dimensão política que pede para ser atualizada. A prática – a obra de arte, por exemplo – é, em si mesma, uma criação de laços. O modo como esses laços proliferam em sua potência de atuar – transformando permanentemente seus limites – pode organizar uma política de segundo nível” ( Santiago Garcia de Navarro: http://forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal.rede/numero/rev-numerooito/oitosantiago. Ser social não basta está incluso num grupo ou numa sociedade, acreditamos que temos que ser participativos preocupados com os acontecimentos e como se dará o futuro não só de todos nós, mas também daqueles que viram futuramente e acreditamos que arte é o caminho mais curto e por não dizer o mais certo dentre muitos para que possamos alcançar uma transformação no melhoramento desta nova sociedade, que clama por um cidadão participativo e preocupado com todos os acontecimentos e como esses acontecimentos sendo eles ruim possam ser melhorados ou até mesmo extinguidos para um melhor convívio entre todos.
PLANO DE AULA
Escola: de Ensino Fundamental e Médio João Ribeiro
Disciplina: Artes
Série: 4ª.
Dia: 15/12/2008
Horário de início e fim: 07h: 30 min às 08h: 15 min.
Quantidade de alunos: 30
Professor (a): Raimundo de Araújo Corrêa
2. OBJETIVOS GERAIS
# Analisar os conceitos da informática
# Identificar os principais fundamentos da informática.
#Utilizar a informática como mecanismo de ferramenta de estudo.
# Atuar de maneira efetiva com as novas descobertas
2.1 OBJETIVOS ESPECIFICOS
Fazer com que o aluno possa:
# Explorar os recursos das novas tecnologias
# Pesquisar, saber organizar e analisar informações sobre informática em contato com o computador, fontes de informações e o contexto onde ela está sendo desenvolvida;
# Pesquisar novos suportes e materiais pela apropriação de elementos da informática;
# Aceitar todas as sugestões dos demais colegas que por ventura venha saber mais sobre informática.
3. CONTEÚDOS/TEMAS
Unidade I – A informática na escola
Como se dá a informatização da escola;
Os fatores de grande impacto da informática na educação;
O aluno e o mundo da informática.
4. ESTRATÉGIAS DE ENSINO
* Incentivar os alunos para que os mesmos sintam-se possibilitados a manusear a informática; (09 min)
* orientar-los para que os mesmos se sintam capazes de fazer uso desta informática (09 min);
* Desenvolver uma relação aluno-informática no intuito de minimizar os problemas dos mesmos com a mesma (09 min.);
* Criar uma relação mais estreita capaz de desmistificar todos os efeitos causados pelo desconhecimento da mesma (09 min);
* Avaliar após a aula ministrada como se deu a aceitação da informática pelos próprios alunos (09 min).
5. RECURSOS
# Computador;
# Impressora;
# papel chamex;
# textos.
Estudo de caso_TCE 2 - Análise
O programa foi implantado tal como sua proposta original, hoje com a implantação da LDB 9394/96, o Ensino de educação de Jovens e adultos sofreu alterações, tanto no ensino fundamental, quanto no ensino médio, quanto a conteúdo e duração e também foram acrescentadas outras disciplinas que não fazia parte do curso, foi equiparado ao Ensino médio regular. Quanto ao mesmo posso dizer que a escola funciona direcionada também não somente obedecendo tal como foi implantado, mas fazendo com que a escola regaste sempre seus valores buscando melhorias para a aprendizagem de nossos educandos podemos perceber que ela está sempre de acordo com as regras de implementação com isso vemos o bom funcionamento da mesma.
Apesar de algumas mudanças na estrutura do curso, os objetivos continuam os mesmo desde sua implantação, que é oferecer ao aluno com idade defasada e que não teve oportunidade de estudar na idade certa, e prepara-los para ingressar no mercado de trabalho. A clientela atendida pelo programa trata-se de pessoas que na maioria não tiveram acesso ao grupo escolar e que agora puderam não só a voltar a estudar, mas também redescobrir o novo, o desconhecido e ser peça integrante desta nova filosofia de educação globalizada.
Procuramos sempre informa-lo mostrando seus valores para que possam se entusiasmar e se auto valorizarem e também para com os outros buscando seus direitos e valores, onde quer que estejam percebe-se que os objetivos do programa estão sendo alcançados e sendo obedecido da melhor maneira possível.
O envolvimento dos professores ainda é pouco, pois a maioria dos educadores sente os alunos incapazes de progredir nos estudos e por esse motivo acham que devem se envolver pouco com o programa, muito embora tenha havido muita formação continuada direcionada para os mesmos, mas mesmo assim vejo pouco entusiasmo por parte dos mesmos. Mas com tudo isso estão sempre habito e pronto para assumirem seu trabalho e procurando desenvolver e buscar seu público alvo (aluno)
O programa é bem estruturado de forma que o professor passa a ser mais um mediador, pois o material impresso é de fácil compreensão e dispõem ainda de tele aulas, onde o aluno assiste a vídeos bem explicados por pessoas especialistas nesta área de conhecimento o professor apenas passa ou até mesmo desenvolve alguma parte que os alunos não entenderam e procura tirar suas duvidas ou até mesmo acrescentar ou discordar do assunto transmitido pelo especialista na área buscando desenvolver de maneira coesiva e expressiva para que saiam sem nenhum problema de duvida que seja claro como todos nós sabemos que sempre acontece daqueles que como vemos não tem aquele total interesse, mas fazendo esforço na medida do possível que sejam poucas ou até mesmo mínimas o caso de dúvida, e isso fazem com que eles sintam bem influenciados com o programa. A escola parte do pressuposto de que a sociedade espera que a escola faça a diferença na vida dos alunos, quer dizer, que todo estudante saia da escola diferente de como nela entrou: que saiba mais sobre si e sobre o que possa agir e interagir no meio em que está inserido.
A escola parte do pressuposto de que a sociedade espera que a escola faça a diferença na vida dos alunos, quer dizer, que todo estudante saia da escola diferente de como nela entrou: que saiba mais sobre si e sobre o que possa agir e interagir no meio em que está inserido.
Como pólo irradiador da cultura para a formação cidadã é dever de a escola oferecer uma educação ampla, processual e permanente.
Percebe-se que o programa, ou seja, a proposta Pedagógica esta articulado com todas as modalidades de ensino existe na escola e, portanto não pode haver desarticulação por parte dos mesmos o programa está sendo obedecido conforme foi articulado ou até mesmo com suas normas e decisões sendo assim vemos como será funcionado com as idéias vindas da implantação do programa fazendo com isso o crescimento do mesmo.
A disciplina de Artes faz parte do programa de EJA,portanto é uma disciplina com conteúdos e objetivos próprios e tem contribuído muito para a formação pessoal e acadêmica dos alunos. Com toda certeza que como qualquer um outro programa do governo que tem como objetivo a formação como um todo do aluno, não poderia deixar de faltar a artes com sua contribuição para uma formação de um cidadão crítico, atenado, revolucionário, reativo e instigador das verdades que se põe a sua frente. Ela fazerar com que o aluno se sinta uma criatura criador da sua própria história e capaz de criar coisas imagináveis que nem ele mesmo pensaria em ser capaz. Ele poderá ver que as artes não se resume apenas aos artistas que se destacam com suas pinturas, estátuas, e as mais variadas criações possíveis, mas também que a arte está no seu dia a dia, fazendo parte de seu cotidiano, da sua vida e das suas relações com as demais pessoas.
Enfim, podemos ver que mesmo um simples programa como o EJA está preocupado em oferecer uma formação e uma educação qualitativa e que possa abraçar quase que todas as camadas de idades dos indivíduos, onde o mesmo possa abranger todas as áreas do conhecimento, articulando e integrando essas pessoas que não tiveram grandes ou nenhumas oportunidades de estudar e concluir ensino algum e com isso não excluindo o ensino das artes, com conteúdos e assuntos próprios relevantes para esta formação e aquisição de conhecimento.
O paradigma educacional emergente
É claro que está focado naquele que aprende é que aprender é um dos pontos ou talvez o ponto principal desta nova escola ou dessa nova atitude a qual teremos que absorver e colocar em prática. Aqui é que morra a problemática, colocar em prática algo que teorizamos é bastante trabalhoso e requer muita organização por parte de todos nesse processo, não basta simplesmente tirarmos do papel as principais idéias dos estudiosos em que o próprio texto nos mostra como sendo o melhor caminho temos que buscar mecanismo para que possamos fazer deste conhecimento empírico verdadeiramente um conhecimento prático neste universo individualista onde cada individua se relaciona dentro de uma coletividade e para seu perfeito entrosamento no próprio mundo globalizado.
No universo do ensino e da aprendizagem requer um aprofunda mudança não só na mentalidade dos próprios educadores aqueles que estão diretamente interligados com o aluno no seu dia a dia, mas também em todos os que tratam desta questão como as autoridades que são responsáveis pelas diretrizes e os princípios norteadores da própria educação atual, todos sem exceção temos que levar em consideração todas as necessidades e características individuais de cada aluno na construção do conhecimento de cada aprendiz.
O mundo de hoje não mais nos parece parado ou estagnado, tudo gira em torno de um turbilhão de informações e conhecimentos que são expostos pelas diversas formas de comunicação, pensando nisso temos que fazer com que haja um melhor preparo do aluno para que ele aprenda a melhor forma de tirar mais proveito de tudo isso, sem incidir no erro de vícios causados por toda essa gama de informação e conhecimento que é divulgado nos mais diversos meios tecnológicos. Sim temos que preparar esse indivíduo para que ele possa através das dificuldades e dos obstáculos que venha surgir em toda a sua caminhada, saber galgar soluções imediatas buscando desenvolver tanto no aluno quanto no próprio educador uma autonomia nos mais diferentes ambientes de aprendizagem.
Neste novo estilo educacional não se tem muito a preocupação com a quantidade, mas sim com a qualidade e o ponto forte desta preocupação é que o currículo tem que está baseado nas necessidades do próprio aluno, um currículo ativo e não passivo como o modelo tradicional em que quanto mais conteúdos era exposto mais o aluno iria aprender, é aí que entra uma luz no fim do túnel buscando-se através do diálogo as devidas aberturas par que essas devidas melhoras aconteça a contento de todos tanto de que ensina quanto de que aprende. Quando se fala em inteligência nos vem a mente apenas em uma única inteligência, mas no fundo sabemos que a mente humana é dotadas das mais diversas inteligências e que cabe a esse novo modelo educacional fazer com que o desconhecido desta mente seja desvendado.
Também com toda certeza que não devemos apenas pensar no individual, pois com isso estaríamos retendo no próprio individuo algumas de suas emoções que são fundamentais para ele se relacionarem melhor com os demais seres humanos e para que isso não aconteça, a escola tem que pensar no aprendiz como um todo em suas relações dentro de um grupo, da comunidade e da sociedade, pois toda e qualquer conscientização do indivíduo está ligeiramente relacionada com a coletividade. Também neste mesmo ângulo temos que buscar retirar tudo aquilo em seja um empecilho e restrinja o lado intuitivo e a criatividade deste aluno para que surja nos perspectivas de surgimentos de novos conhecimentos daquilo que ainda não existe ou existia.
Esta nova escola tem também que está focada e dotada de mecanismos para que possa oferecer a este novo aprendiz meios pelos quais ele possa tomar consciência de sua importância dentro da coletividade, fazendo com ele seja auto avaliativo através de suas reflexões. Sem falar que não só na coletividade basta esse aprendiz tem também que tomar consciência de sua contribuição de uma vida ecologicamente correta, pois sem essa preocupação o indivíduo estará contribuindo pra uma aceleração e por não dizer extermínio da própria natureza e o meio em que ele vive e para isso esse novo paradigma educacional tem que está enfocado numa profunda mudança de alguns valores que são fundamentais para nossa própria sobrevivência.
É claro que não podemos dissociar também as questões espirituais neste novo paradigma educacional, onde todos os caminhos nos levam ao um SER MAIOR e indivisível, onde a espiritualidade também funcionará como uma espécie de fio condutor de uma convivência harmoniosa e pacífica.
Também temos que estabelecer um parâmetro centrado exatamente no aprendiz sem colocar uma gama de preocupações na quantidade daquilo em que vai ser ensinado, para isso seria fundamental procurarmos dá todo apóio possível a este aprendiz até que ele desenvolvesse todas as suas estruturas intelectuais, levando em consideração que neste novo contexto temos que estarmos bastante atentos quanto à necessidade não ficarmos presos apenas entre quatros paredes que circundam a escola, mas dispensaremos uma preocupação com o indivíduo além das fronteiras das escolas, com relação ao coletivo, tanto familiar, sociocultural e o eu no mundo.
Acreditamos que tudo dentro deste novo paradigma educacional tem uma correlação entre si e que não importa pensarmos separadamente cada conteúdo ou disciplina, pois o mais importante é sabermos que cada um tem uma interligação entre si, temos que desenvolver temas e temáticas que mais se aproxime da realidade deste educando. E é certo que as mudanças nesta nova educação ou espaço educacional têm que vir acompanhado de profundas mudanças, como diversificando espaços, os processos e os métodos educacionais e também fazer com que a comunidade seja mais participante, com uma inclusão e delegações de responsabilidades e para isso fazer dos recursos tecnológicos um parceiro atuante para que tudo isso aconteça.
É certo que hoje não podemos mais pensar em mudanças profundas no processo educacional, sem deixarmos de pensar e incluir as novas tecnologias, as quais serão fundamentais para o sucesso ou insucesso desta nova filosofia educacional. Também temos que pensar numa peça que é de fundamental importância para o melhoramento de todo o processo de mudanças que é a tão sonhada e almejada qualidade com a disposição para reconhecer imparcialmente todo o direito de cada um nesse novo processo. Só conseguiremos realmente construir algo realmente positivo se todos, digo todos mesmo que vai desde todas as autoridades envolvidas, passando pela comunidade, educador e educando, nos será dada a oportunidade de fazer de uma educação morta, ultrapassada, desvalorizada, decadente e sem muitas perspectivas, numa nova educação com muita qualidade, atual, valorizada e com inúmeras perspectivas de transformação de vida de todos, não só quanto aluno, mais de um grupo, comunidade, sociedade e de todo o planeta.
Enfim e por tudo isso, temos a certeza de que com está a atual educação, da forma como ela continua sendo aplicada não mais atende aos interesses desta nova realidade de mundo globalizado, onde cada vez mais se faz necessário construir um cidadão mais ativo e menos passivo, dono de suas próprias opiniões e que saiba cada vez mais lidar com as novas tecnologias que surgiram e surgem a cada instante em toda parte do mundo, com a junção de todas essas novas idéias para esse novo paradigma educacional temos a certeza de que só assim é que será possível tornar tudo isso numa realidade concreta e que atenda principalmente aos interesses deste novo aprendiz que é a ração pela qual a educação existe.
Estudo de caso_TCE 2 - O Programa Governamental
Programa EJA
Após fazer uma analise do programa que é realizado na escola vi que os objetivos são esperados por todos que nele trabalham.
Quanto ao programa posso dizer que a escola funciona direcionada também ao mesmo que é o EJA.Quanto ao programa direi que ele é um programa de alta qualidade e atende uma clientela de varias idades (Educação de Jovens e Adultos) e iniciou-se no ano de 1997, o EJA funciona em salas normais usando apenas equipamentos adequados e obedecendo as regras da nova tecnologia trabalhando com profissionais não capacitados para seu bom funcionamento e atendimento.As Diretrizes Curriculares nacionais para educação de jovens e adultos no ensino fundamental contem as bases nacionais comum e sua parte diversificada que deverão integrar-se em torno do paradigma curricular que visa estabelecer a relação entre a educação fundamental com a vida cidadã e com as áreas de conhecimento.
Quanto ao Ensino Médio, a EJA deve atender aos saberes das áreas curriculares de linguagens e códigos, de ciência da natureza e matemática, das ciências humanas e suas respectivas tecnologias.
Os conteúdos como: Educação Sexual, Educação Ambiental, Educação para o Trânsito, Ética e outros relativos à difusão de valores de interesses sociais que são tratados como temas transversais e trabalhos em forma de projetos.
Uma das características da EJA é que a construção do conhecimento pode ser oferecida também em outro espaço que não seja somente a escola. A flexibilidade proposta pela Lei 9394/96, vai permitir aos alunos desta modalidade de ensino a oportunidade de suprir os níveis de estudos equivalentes ao ensino fundamental e ensino médio, utilizando-se das alternativas de cursos, exames, conhecimentos e habilidades adquiridas pelos meios informais e ainda aos que alinham ao processo de reclassificação. Em qualquer dos casos, a avaliação estará na base das soluções, independente da escolarização anterior do cidadão, permitindo a sua inserção na série etapa ou nível adequado.
Daí porque é preciso zelo na legitimidade da avaliação no EJA, garantindo-se que ele corresponda ao alcance dos objetivos educacionais propostos que está de acordo com o parecer nº. 15.
Quanto às estruturas do programas podemos dizer que é direcionado com salas normais, mas com todo equipamentos necessários para se desenvolver o mesmo com direito a vídeos, televisão, livros especificamente direcionados para o EJA. Com o avanço da tecnologia posso dizer que o ensino só tende a melhorar, como também desenvolver um ensino de qualidade dando uma visão de mundo e abrangendo de um modo geral o ensino.
Em relação ao pessoal pude observar que os mesmos não estão preparados para lidar com os aparelhos tecnológicos onde sentem dificuldade em manuseá-los, sendo que os mesmo necessitam de um curso preparatório para que possam desenvolver um bom trabalho.
Mediante as informações obtidas posso afirmar que mesmo com uma boa tecnologia e bons equipamentos que a escola oferece, e apesar da falta de preparos dos professores vi que eles procuram sempre desenvolver seus trabalha da melhor maneira possível e dando qualidade aos mesmos, sendo assim direi que apesar de não serem preparados, mas estão sempre habito e pronto para assumirem seu trabalho e procurando desenvolver e buscar seu público alvo (aluno).
O planejamento é a meta prioritária do trabalho pedagógico, pois entendem que uma prática educativa deve fundamentar-se nas reais necessidades dos alunos. Logo é imprescindível que, a equipe acompanhe e oriente as ações dos professores para que este possa diversificar e dá qualidade ao seu fazer cotidiano, além de auxiliá-lo na seleção de conteúdos, escolhas de atividades, instrumentos de avaliação etc. Mas para se cumprir esta função, o planejamento pressupõe observação e acompanhamento sistemático de sua execução na sala de aula, pois este deve ser uma ferramenta a favor da qualidade do ensino.
Contudo, podemos concluir que as dificuldades são grandes quanto ao uso e manejo das tecnologias que estão à disposição do próprio programa e que os professores poderão fazer uso na busca de uma melhor qualidade do ensino-aprendizagem de um modo em geral, uma vez que a clientela que atendida pelo programa trata-se de pessoas que na maioria não tiveram oportunidade de estudar na idade escolar e que agora puderam não só a voltar a estudar, mas também redescobrir o novo, o desconhecido e ser peça integrante desta nova filosofia de educação globalizada.
Estudos de caso_TCE 2
Atende a uma clientela de 852 alunos, sendo 413 alunos de pré a 4ª série e 434 alunos de educação de jovens e adultos de Ensino Fundamental e Médio, hoje ela funciona com um quadro de 40 professores, seu quadro de funcionários administrativo e composto por 40 funcionários, tendo também seu quadro de funcionários que estão voltados para trabalhos direcionados à direção que são: Conselho Escolar na qual é o órgão que juntamente com a direção delibera as integradas de toda comunidade. Direção é o elemento executivo e dinamizador que dirige e coordena as atividades técnicas, administrativas e pedagógicas, realizadas pela escola. E o elo que possibilita a unidade em torno dos objetivos da educação. Coordenador de ensino: tem por finalidade acompanhar os professores no planejamento, execução e avaliação do processo ensino-aprendizagem, estimular a renovação de técnicas didáticas além de participar ativamente em conjunto com a direção, das discussões e decisões da escola como um todo, Coordenador Pedagógico: tem como função acompanhar o planejamento individual dos educadores para melhorar a qualidade de ensino dos alunos, Coordenador Administrativo: Sua função é manter atualizada toda a documentação da escola e de assegurar a verificação de cada aluno e da regularidade e autenticidade da vida escolar, assim como também se integra ao planejamento escolar. Funções atribuídas segundo normativa 004/2004.
A escola Estadual “João Ribeiro” mede de frente 48,30m, e de fundo 30m, e sua medida lateral direita é de 74,70m, lateral esquerda 74,70m com um perímetro de 248,60m e uma área de 3.055m² é totalmente cercado por um muro com aproximadamente 1.80m de altura.Sediado na avenida Antônio Frota nº0120 no centro de Tarauacá,Estado do Acre,é um estabelecimento de ensino de direito público,pertencente à rede escolar oficial da Secretária de Estado de Educação é mantida pelo Governo do Estado.Atende a uma clientela periférica de faixa etária variada e tem uma estrutura física de boa qualidade,onde podemos observar o espaço físico das salas de aulas e demais repartições totalmente adequadas para seu bom funcionamento.Tem como recursos,DVD,microsytem,computador,máquina fotográfica,livros didáticos,régua,tesouras,giz,papel manilha,apagador,cartolina etc.
A lei nº. 9.394/96 reconhece nos professores e demais segmento a competência técnica e política para realizar tal tarefa. Portanto, é importante que a escola assegure a participação de todos os segmentos, para que este retrate a realidade e particularidade de cada unidade de ensino, legitimando-a e transformando-se na identidade do estabelecimento. O projeto Político torna-se fundamental para a escola por ser o elemento norteador da organização do seu trabalho, visando o sucesso na aprendizagem dos alunos-finalidade maior da escola como instituição social.
Ao ver a elaboração deste documento, vi que
Trabalhar nos educando os princípios da democracia e da cidadania,assim a escola parte do pressuposto de que a sociedade espera que a escola faça a diferença na vida dos alunos, quer dizer, que todo estudante saia da escola diferente de como nela entrou:que saiba mais sobre si e sobre o que possa agir e interagir no meio em que está inserido.
Como pólo irradiador da cultura para a formação cidadã é dever da escola como, oferecer-lhe uma educação ampla, processual e permanente, alem desses princípios esse projeto rege-se pelos princípios e fins da educação nacional citados no artigo 3º da lei 9394/96.
Está escola tem como filosofia democratizar o acesso ao ensino, assim como, garantir que todas as crianças aprendam com vontade, não desistindo após algum tempo, para tanto é necessário que o corpo docente tenha sempre metodologias diferenciadas, compromisso com sua prática, além de uma gestão democrática, onde todos se sintam responsáveis pelo processo ensinar-aprender para que possamos oferecer aos educando uma educação de qualidade.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
CASA DE ARTE/TARAUACÁ-AC
O belo se torna múltiplo, e respeitar a diversidade é considerá-lo como elemento fundamental na constituição da nossa identidade.
Todos os conceitos que podemos citar que provavelmente fazem sentidos estão hoje, ainda carregados de etnocentrismo; um erro que já cometemos durante muito tempo.
É um momento de quebra de paradigmas, de rejeitar uma idéia fixa e determinada, já não sabemos mais até onde vão os nossos preconceitos.
Se dissermos que a arte pode ser entendida como a atividade ligada às manifestações de ordem estética por parte do ser humano, seria provavelmente questionada a essencialidade antrópica, ou talvez a necessidade estéticada arte (a exemplo da existência de quadros pintados por gatos com suas próprias patas).
As questões de ordem antropológicas chegaram às discussões artísticas. A arte é fruto de um processo sócio-cultural e depende do momento histórico em questão, variando ao longo do tempo. Ela não se define, porém poder muita coisa. Poderia ser entendida como o momento em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades ou o sentido dos signos das linguagens artísticas num determinado contexto social.
De fato, uma constante na expressão artística é a relação entre o homem, a sociedade, e o ambiente, sendo, portanto, a arte inegavelmente um produto da atividade artística. Isso, talvez tivesse levado um famoso historiador de arte a afirmar que: "Nada existe realmente a que se possa dar nome arte". Existem somente artistas.
A arte é um fenômeno cultural, talvez por isso antrópica. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, pois em cada época os diferentes grupos escolhem como devem compreender esse fenômeno.
Trabalho desenvolvido pela pastoral da família, ramificação ou braço da igreja católica no município de Tarauacá, onde lá é desenvolvidos os mais variados trabalhos artesanais e por não dizer de artes possíveis, usando uma vasta gama de materiais de refugo, plástico pet, tecido e um pouco de madeira.
Também vemos neste trabalho um lado humanitário e principalmente artístico, levando em consideração a beleza e os traços artísticos que as pessoas que são recrutadas e cadastradas pelas “irmãs” acabam por desenvolver sem um mínimo conhecimento empírico do que venha a ser arte ou traços artísticos. Podemos sim, ver a arte nestes produtos que são desenvolvidos pelas pessoas que ali trabalham, mesmo sendo feito dos mais variados subprodutos possíveis, é aí que entra a criatividade, a imaginação e até mesmo truques que deixam as peças produzidas por estas pessoas, uma verdadeira obra de arte e não deixam a desejar muitos trabalhos produzidos pelos artesãos conhecidos. No entanto consideramos que a arte, não é um espaço limitado e que apenas certas quantidades de pessoas possam se apoderar dela, fazendo com que as demais pessoas sejam incapazes de também produzir-la e manifestar suas opiniões de belo ou beleza da coisa produzida.
Lá podemos ver que, todos estão imbuídos de fazer o melhor, na tentativa de que tudo saia de conformidade com o gosto e apreciação de quem irá comprar ou simplesmente admirar tais objetos.
E mais ainda, a arte pode não só ser relacionada com o belo ou beleza em questão, mas também funcionar como mecanismo de sobrevivência, subsistência e expressão dos mais variados sentimentos, no momento em que a pessoa está produzindo ou que imagina como será tudo aquilo que ela está fazendo irão ficar, com referencia ao agradar ou causar repulsa ao seu trabalho arte produzido.
Aqui neste lugar e em nosso tempo vemos a casa da arte, onde podemos ver que primeiramente tudo e a todos foi pensados no sentido de que a arte de um modo em geral fosse um mecanismo de transformação da vida de mulheres de baixa renda que muitas delas não tinham noção do que seria arte no sentido pleno da palavra e após algum tempo viram suas vidas transformadas não só socialmente, mas também na aquisição de um novo conhecimento intelectual e que iram levar para a vida toda, neste universo artístico o qual ela foi inceridas, puderam e podem descobrir um mundo fantástico de mistura, organização, transposição e realização pessoal.
Como foi identificada e ao mesmo tempo pensada pelos autores do projeto, a arte como mecanismo ou forma de desenvolvimento de uma atividade financeira, mas também artística.
Questões de significado que foram modificadas, quando e por que. Quando perguntado sobre questões de como a arte modificou e vem modificando a vida de vocês até mesmo na comunidade, podemos perceber que para as pessoas mais velhas tendem a encarar tudo isso como algo novo e inusitado, até mesmo sem noção do que elas façam seja arte e que de uma forma ou de outra é apreciado por muitos que usam tais objetos produzidos na casa de arte como algo decorativo ou de uma simbologia artística.
Projetado inicialmente para atender a senhoras mãe de família de baixa renda, a preocupação segundo a coordenadora do projeto de uma forma em geral é ajudar essas mães de baixa renda, onde a prefeitura entraria com todo o material inicial para produção inicial dos objetos artísticos e cursinhos onde essas mães aprenderiam através da prática e técnica empregada pelas professoras do projeto, sendo elas: a própria coordenadora, uma professora que já foi até aluna da própria casa de artes e outras advindas de outros centros.
Observa-se que toda material ou maior parte dele está relacionada com materiais de fácil acesso e de baixo custo Como, por exemplo, Garrafa pet, tinta própria, álcool, pincel, EVA, tecido, cola quente, biscuit, maisena, vinagre, óleo, cola cascorez, creme para mãos sem gordura, gesso, fôrma de silicone, madeira, brita, palito, fuxico, retalhos, vidros em geral, linha de crochê, panelas de cuscuz, sementes regionais, lacres de latinha de alumínio, pó de serra, sabonetes glicerinado e flores em EVA.
Os rituais locais ou globais influenciaram na forma de expressão artística na confecção destes trabalhos.
Após entrevistar pessoas da comunidade das mais diferentes faixas etárias, pude constatar que a forma de execução não houve mudanças significativas, não na prática, mas já no desempenho ficou claro que após o aluno do projeto ser iniciado na pratica do artesanato, sob a consciência de que o que ele passará fazer após o término do cursinho trata-se de arte e que tem que dá uma cara a este produto uma aparência agradável e bela de quem o ver ou encomenda seu produto pra usar nas mais diversas formas de uso nas suas residências, esta é uma mentalidade que é condicionada conscientemente ou subconscientemente de que o que estão produzindo seja arte e por isso tendem a fazer tal objeto artístico com toda carinho e dedicação possível não só porque com isso alimentam sua auto estima , mas também ao relacionar o que seja belo e uma beleza para com isso agregar um valor considerável a seu produto objeto arte.
Todas as mudanças observadas por esse estudo na própria prática deste objeto de estudo se relaciona com uma forte tendência de fazer algo novo, diferente, extraordinário e que possa chamar o mais atenção possível para existência desta própria pratica e com isso demonstrar que arte em nossa cidade existe sim, e está bem visível ao alcance dos nossos olhos, bastando sabermos apreciar sem um olhar curioso presunçoso e preconceituoso de uma arte que está sendo produzida o mais perto possível de nós. E que guarda uma beleza rara e fundamental, principalmente para quem ainda nem imagina o que seja arte, apenas imaginando que seja algo que não mereça sua atenção ou desperdício de sua atenção.
Também segundo a coordenadora houve uma mudança de pensamento com relação à ampliação e o alcance desta arte a outras pessoas da própria comunidade, mudança motivada pelo baixo interesse das alunas, que iniciavam o cursinho, com certa expectativa e enorme interesse acabava se desestimulando e desistindo do curso, com isso acabavam tirando as vagas daqueles que não conseguiam uma vaga para realizar o curso, então por isso e também motivado pelo interesse de muitas escolas públicas da comunidade que após seus diretores verem o que e a qualidade do que estava sendo produzido na casa de artes, ficou decidido que não só mais as mães de baixa renda teriam o direito aos cursos uma vez que o projeto inicial rezava isso, mas também toda a comunidade, um público o mais variado possível teriam a chance e oportunidade de conhecer e a partir do cursinho fazer arte.
Também ficou evidenciado que todos os trabalhos produzidos pela casa da artes, tem mo cunho artesanal e por isso todos que ali freqüentam estão ciente de que o que estão produzindo é realmente arte e que fazem com intuito de caracterizar-los com padrões de beleza agradável aos olhos dos possíveis compradores de seus objetos e até mesmo os próprios admiradores que terão a chance de contemplar trabalhos feitos com toda dedicação, um punhado de amor, técnica aprendidas de um conhecimento que vem passando de geração a geração e que mesmo com o passar de todo tempo, ainda podem despertar os olhares e interesse de quem ver, gostando ou não da arte como objeto trabalhado sob um técnica que nele foi empenhada.
O aprendizado ocorre de forma gradativa e constante onde é passadas dicas de técnicas aos participantes, os mesmos fazem uso tanto no espaço das aulas quanto nas suas próprias residências, conforme sua evolução se dava fazendo uso constante da prática adicionado a técnica, sem falar que o condicionamento deste aprendizado também está relacionado com o interesse deste próprio aluno e que dependendo do fraco interesse isso pode contribuir para um fraco desempenho na produção dos objetos artístico que ele venha fazer.
Após ouvir e ver a opinião das mais variadas pessoas da comunidade podemos ver que as opiniões podem divergir em conformidade com o tempo e espaço que estas pessoas viveram e vivem no momento.
Como ficou relacionado à questão do belo e da beleza com relação aos padrões absorvidos para desenrolar das peças artísticas e de que forma a experiências do belo acabaram contribuindo.
A arte precisa ser necessariamente bela? O belo é intrínseco à arte, mesmo que essa beleza tenha vários tipos de interpretação. A ótica do espectador é que viabiliza a beleza. Entretanto o que atualmente muitos consideram como belo em arte é, ainda, um fruto do classicismo. “O problema é que gostos e padrões de beleza variam muito” (Gombrich) Um espectador pode gostar do que é feio chocante e horrendo para muitos outros, o que nos leva a considerar que não é o gosto que define o que é belo. De acordo com a tradição clássica o belo pode ser definido de maneira formal, ou seja, a partir de certas características como simetria, proporção e ordem das formas dos objetos. Mesmo que o espectador não goste, se estiver dentro dos padrões considerados relevantes aos critérios de beleza de arte ele deverá ser considerado belo. É o que podemos encontrar na Vênus de Milo (130-120 a.C.), que é um padrão de beleza clássica, ao contrário da Vênus de Willendorf que parece altamente desarmônica em relação a tais padrões.
Nem tudo o que é considerado belo deverá, necessariamente, ser considerado arte, e nem toda arte será considerada bela, de tal modo que, às vezes, sentimos uma sensação de que estão ocorrendo distorções acerca do que é belo. Acredito que Hitler concordaria comigo se estivesse olhando para uma tela cubista de Picasso, principalmente se comparada a uma de Rubens ou uma escultura de Antonio Canova.
Como podemos então definir a beleza? Entre inúmeras reflexões que podem ser feitas, podemos nos referir ao pensamento Platônico acerca do belo. No séc. IV a.C., o pensador já questionava o que hoje em dia ainda nos perguntamos. Segundo ele a arte consistia apenas na imitação de coisas belas, ou seja, o artista seria apenas um simples mortal que ganha sua vida imitando aquilo que já existe. Para ele as representações materiais do belo compartilhavam da beleza absoluta, entidade que existia no mundo das idéias e era, portanto, universal e se manifestava na proporção, na simetria, na medida e na harmonia das partes em relação com o todo. Proporções e simetria ligavam a beleza com o bem, enquanto o belo revelava o ser e era ligado também à verdade.
Houve algo sugestivo com relação ao imitar ou buscar fazer o mais perto da forma original ou parecida.
“Diferentemente de Platão, Aristóteles, Aquino teorizava que a beleza era uma visão da arte como imitação. Aquino teorizava que a beleza era uma propriedade essencial ou tranversal de Deus, com a bondade e unidade” Cynthia Freeland, Conceitos de mimesis ou de imitação se dá na construção de formas representativas de arte de uma maneira bastante centrada na idéia de tentar copiar, seja uma idéia real ou uma imitação daquilo que imaginamos. Segundo Platão, todas as imitações são meramente cópias das idéias de outros, inclusive as tragédias, já Aristóteles defendia a idéia de que imitação é algo trazido do próprio ser humano, ou seja, algo natural que são desfrutados desde infância que os mesmos aprendem com a mesma.
Na casa da arte tema do meu trabalho final, tudo o que é e está sendo produzido está focado nas imitações dos padrões de beleza e isso faz que as pessoas que ali participam busquem segundo seus padrões do que é o belo e de que venha ser a beleza se incerirem neste mundo que muitos artistas modernos fazem uso que é a imitação. Dentro de suas realidades tentam buscar uma semelhança daquilo que os mesmos vivenciam nos seus espaços de vida e chegando a transportarem para seus trabalhos, buscando aprofundar idéias de seu passado e vivenciando algo mais natural.
A integra a um trabalho bem feito ou de uma boa beleza, faz com que o artista pense em dois fundamentos, primeiramente que ele tem que fazer com este produto artístico seja agradável aos olhos de quem o interessa adquiri-lo, que mesmo que não entenda que este produto seja arte e imitação de algo vivenciado pelo artista, é capaz de conceituar-lo como belo e significativo para si próprio. Em segundo lugar entra a questão da auto-estima e da sua própria valorização como ser humano, que depois de ver seu próprio trabalho pronto e muitas vezes elogiado por terceiros alimenta seu próprio ego.
Nos seus trabalhos foi valorizado quanto ao indivíduo, o que ele pensa e seu convívio em sociedade.
Com toda certeza que sim, levando em consideração que o pensamento inicial e final da casa de arte é valorizar a pessoa humana num todo e de um modo em geral suas capacidades, visão de mundo, coordenação de idéias, manejo com elementos preponderante e essencial para construção deste ou aquele objeto artístico e acima de tudo a valorização e integração social na sociedade, num grupo ou até mesmo na família.
É tanto que nos cursos desenvolvidos na própria casa de arte esta é a idéia principal, tendo como pano de fundo não somente a ajuda financeira com a melhoria da renda familiar, mas também descobrir o talento nato que está escondido em cada um dos participantes e com um simples incentivo e força de vontade, pode-se descobrir até mesmo verdadeiros artistas.
Enfim, podemos observar muitos detalhes nos próprios objetos artísticos produzidos na casa e só assim poderemos tentar entender como as idéias de pessoas que muitas delas nem imaginam o que seja arte possam dá forma e corpo as idéias imaginadas por elas em verdadeiros objetos artísticos e que muitas das pessoas que chegam a ver estes objetos passam a considerá-los como verdadeiras obras de arte.
Por ser apenas mulheres trabalhando na casa de arte, isso ficou demonstrado nos trabalhos artísticos o gênero das obras, sua compreensão e algum tipo de compreensão subjetiva.
Toda produção artística está diretamente relacionada com o todo, sem distinção de feminino/masculino, mas é claro podemos ver que o gênero pode contribuir ou influenciar no tocante ao gosto, por exemplo, tem pessoas que gostam de ouvir música com melodias e letras que privilegiam esse ou aquele gênero e na casa de arte não é diferente por ser apenas mulheres, vemos que tudo acaba influenciando na qualidade, na apreciação de terceiros aos abjetos artísticos, por elas darem uma sentido e dispensarem uma atenção especial como se elas estivessem fazendo para elas próprias.
Se fosse determinado o gênero do artista através da sua obra de arte, isso seria bastante interessante, levando em consideração movimentos, como o feminista que brigam pelos seus espaços e direitos pertinentes as mesmas, onde estaríamos em constantes conflitos para saber quem faria melhor e mais bem feitos uma determinada obra de arte e qual valeria mais a do sexo masculino ou feminino?
Quanto à relação da intervenção ou mudança social na expressão artística, podemos ver de forma bastante acentuada que isso procede sim, principalmente pra manter uma relação de denúncia, questionamento de determinados grupos sociais e sua atitudes em sociedade, que ver nisso um fundo e uma base para sustentação para sua obra.
O mercado de artes e suas influências que acabaram por determinar muitas vezes o rumo da construção dos objetos artísticos na casa de arte.
Com toda certeza que o hibridismo na arte está totalmente enraizado e na casa de arte isso não é diferente, uma vez que você ver um trabalho artístico com uma forma que lhe agrada aos olhos e lhe chama a atenção para os detalhes que coloca você em êxtase, isso acaba de uma forma bastante incisiva influenciando sim a um outro artista, mesmo que ele esteja iniciando ou sendo apenas um principiante na construção de alguns trabalhos artísticos.
Isso fica bastante evidenciado quando elas acabam comentando com as demais colegas, de um ou de outro trabalho artístico que viu, por exemplo, na TV, na internet, revista, livros ou até mesmo na residência de suas vizinhas. No entanto também podemos observar a incidência de idéias próprias que vem simplesmente da sua imaginação, criatividade e habilidade.
Na verdade elas estão mais propicias até mesmo pelos fatores culturais que estão expostos na nossa sociedade local, de se aterem a esse tipo de trabalhos, já que o homem se sentiria um pouco a vontade realizando este tipo de ocupação, levando em consideração o que os demais iriam pensar com relação até mesmo a suas condições masculinas.
Contudo podemos concluir que a arte é algo fundamental e essencial na vida da pessoa humana, na casa de arte isso ficou bastante evidenciado e também a transformação foi positiva, elevando não só a auto-estima das pessoas que ali freqüentaram e freqüentam essa casa, mas também revelando verdadeiros artistas que nem sequer imaginariam que seria possível e capaz de transformar simples materiais dos mais diversos tipos em verdadeiras obras de arte.
E também que ela foi um fator de inclusão social e garantidora da subsistência humana, uma vez que complementou a renda de muitas famílias que ali estavam representadas pelas suas matriarcais genitoras, sendo também precisamos ver - lá como mecanismo fundamental para o reconhecimento do ser humano como um todo dentro de uma sociedade.
Umas das idéias que mais chamou minha atenção foi o fato de que ao produzir a obra de arte o artista que a produz tenta passar não só a realidade que ele ver, mas também toda a beleza dos traços que ele ver no momento de sua criação. Um ponto fundamental é a questão da mudança de postura e como de agora em diante tudo isso irá e me fará ver com outros olhos o quem venha ser arte e suas implicações na vida humana.
REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS:
- ARANTES, A.A. o que é arte popular. São Paulo: Brasiliense, 1983.
- ARGAN, G. C. Arte e crítica de arte. Lisboa: Estampa, 1988.
- BACHELARD, G. O Direito de sonhar. São Paulo: Difel, 1986.
- BARBOSA, A. M. Recorte e colagem. Influências de John Dewey no ensino da arte no Brasil. São Paulo: Autores associados?Cortez, 1982.
- BRONOWSKI, j. Arte e conhecimento: ver imaginar, criar. São Paulo Martins Fontes, 1983.
- CALABRESE, O. A linguagem da arte. Rio de Janeiro: Globo, 1987.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Galeria Virtual
Partindo desta reflexão venham a mudar sua atitude em relação a este povo e não sejam expectadores passivos, mas que analisem por alguns instantes como seria viver da forma que lês vivem e ainda assim mesmo se sobre sair no mundo do humor e do entretenimento o vil e sintam . Seu olhar vago traduz um sofrimento resignado, sereno e por ser constante não produz mais um desespero iminente. O que me faz propor uma exposição com este tema e com estas imagens é o desejo de tornar mais conhecido o belo trabalho do artista plástico Ademir Martins, que mesmo sendo de uma região tão pobre e muitas vezes miserável, soube com seu olhar cirúrgico e atento traduzir em pura arte toda a paisagem e a figura caricata dos nordestinos creio que suas imagens são completas sendo dessa forma suficientes para a ilustrarem o tema aqui abordado. Deste modo tenho a plena certeza de que esta exposição será mais um forma de demonstrar tudo o que podemos de imediato num simples olhar, caracterizado pelos detalhes de suas obras, direcionar nosso pensamento direto a esta parcela do povo brasileiro.
Exposição e distribuição das obras
A galeria de exposição será um prédio com uma arquitetura característica não dos grandes movimentos artísticos, mais de uma arquitetura que mais se aproximem da realidade do próprio nordestino em questão, uma espaço grande, com um único salão e que todas as obras serão distribuídas de forma sistemática, onde primeiro iremos favorecer a temática do homem nordestino, com suas características típicas, em seguida as paisagens que só temos o privilegio de ver nas terras do nordeste e por último os objetos, sempre respeitando o tamanho proporcionais de cada obra e suas semelhanças.
Homenagem
Artista plástico José Gercivandro Albuquerque “Pica-Pau”
Começou a pintar desde pequeno, no início apenas como meio de complementação da renda familiar, mas logo depois descobriu que tinha talento e disposição para pintura, onde já fez vários trabalhos e que lhe renderam elogios e comentários de outros artistas da terra. Hoje continua batalhando e tentando vender seus quadros, os quais são apreciados e adquiridos pela comunidade local e turistas que frequentam a cidade em época festivas.
A exposição de seus trabalhos não são muito frequentes, tendo em vista que ele só os faz durante o aniversário da cidade local ou quando é feito alguma festividade organizada pela prefeitura.
FICHA TÉCNICA
Realização: HAV 1
Curadoria: Raimundo de Araújo Corrêa
Coordenação de produção
Equipe de Produção
Equipe de Apoio
Programação Visual
Equipe de agendamento:
Equipe de montagem
Administração
Reprodução Fotográfica
Programa Educativo
Monitores
Consultoria
Aldemir Martins
Modelo
54 x 65 cm
Óleo sobre tela
ref.: am003
ANO 1949
Aldemir Martins
Cangaceiro gordo
60.5 x 45.5 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am062
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am095
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am096
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am097
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am098
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am099
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am100
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro
40 x 30 cm
Acrílica sobre tela colada cartão
ref.: am103
ANO 1999
Aldemir Martins
Cangaceiro Az de Ouro
115 x 89 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am452
ANO 1973
Aldemir Martins
Apartaide
74 x 52 cm
Acrílica sobre papel martelado
ref.: am816
ANO 1989
Aldemir Martins
O Flautista
100 x 80 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am891
ANO 1967
Aldemir Martins
Bois
25 x 25 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am106
ANO 1971
Aldemir Martins
Paisagem
40.5 x 50.5 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am128
ANO 1999
Aldemir Martins
Paisagem
40 x 50 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am133
ANO 2000
Aldemir Martins
Palheta - Natureza morta
27.5 x 41.5 cm
Acrílica sobre madeira
ref.: am141
ANO 2000
Aldemir Martins
Paisagem
28 x 47 cm
Acrílica sobre tela
ref.: am655
ANO 1984



