sábado, 20 de dezembro de 2008

Arte e Política

É que, exatamente nos tempos atuais não se tem mais lógica querer formar um cidadão passivo e de poucas perspectivas já pré-determinadas, o mundo requer que soframos mudanças bruscas e por não dizer radicais, para que possamos fazer deste mundo, um lugar melhor de se viver, onde não tenhamos que deixar submissas as nossas idéias a outras idéias pré-estabelecidas por outrem, mas que possamos ser nós mesmos com idéias próprias, sujeito questionador, criador, elemento de transformação humana e capacitado de saber reconhecer o bem e o mal e fazer as suas próprias escolhas sem interferências ou até opiniões sugestivas dos outras.
Podemos dizer que arte é um elemento que se encaixa exatamente neste contexto em que o homem social, também tem que ser político. Através dela poderemos transformar não só o cidadão em um ser participativo, mas também um cidadão de visão, que busca empreender o melhor para si e para o seu próximo e talvez a arte entrincheirada na escola seja uma peça fundamental para toda essa transformação, onde iremos trabalhar o cidadão desde muito jovem, sua mente e seus pensamentos são campos férteis e de fácil encaixe nesta linha de raciocínio.
Aqui façamos uma crítica ao atual modelo escolar, em que está atrelado a construção de um cidadão totalmente individual e com objetivos traçados apenas para sua individualidade, sem se preocupar muito com o seu grupo, comunidade e sociedade, onde suas metas são apenas de alcançar uma formação e um trabalho respectivamente. A arte é fundamental para que possamos transformar este cidadão parado e estagnado, em uma pessoa preocupada com o bem está de todos e com as gerações vindouras, que talvez seja a principal preocupação do momento.
Outro ponto fundamental neste processo de transformação é a inclusão das novas tecnologias de informação e conhecimento na vasta rede de ensino-aprendizagem, onde a arte está totalmente relacionada com tudo isso e poderá ser trabalhada no sentido de buscar resultados efetivos a curto ou até mesmo em longo prazo, sempre com a preocupação de buscar uma relação estreita com objetivos traçados em direção ao indivíduo, ao coletivo e ao todo.
Enfim, “eis como toda prática artística contém virtualmente uma dimensão política que pede para ser atualizada. A prática – a obra de arte, por exemplo – é, em si mesma, uma criação de laços. O modo como esses laços proliferam em sua potência de atuar – transformando permanentemente seus limites – pode organizar uma política de segundo nível” ( Santiago Garcia de Navarro: http://forumpermanente.incubadora.fapesp.br/portal.rede/numero/rev-numerooito/oitosantiago. Ser social não basta está incluso num grupo ou numa sociedade, acreditamos que temos que ser participativos preocupados com os acontecimentos e como se dará o futuro não só de todos nós, mas também daqueles que viram futuramente e acreditamos que arte é o caminho mais curto e por não dizer o mais certo dentre muitos para que possamos alcançar uma transformação no melhoramento desta nova sociedade, que clama por um cidadão participativo e preocupado com todos os acontecimentos e como esses acontecimentos sendo eles ruim possam ser melhorados ou até mesmo extinguidos para um melhor convívio entre todos.

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