sábado, 20 de dezembro de 2008

O paradigma educacional emergente

Aqui a escola é posta a toda prova levando em consideração a todos os mecanismos a qual é dotada com relação ao aluno como o todo, que vai desde sua aprendizagem, passando pela sua transformação como pessoa humana não mecanizada, mas com visão, mentalidade, discernimento e opinião própria e particular de seu próprio ser.
Ela na realidade vem com uma missão que há tão pouco tempo era quase impossível de se imaginar que seríamos quase que obrigado a mudar pelas circunstâncias de que antes pensávamos mais em um ensino mais burocrático e mecanizado, onde apenas se levava em consideração a aprendizagem pura e simples através de métodos repetitivos e seu currículo era feito ou proposto separadamente sem levar em consideração quais seriam as principais necessidade do aluno. Algo positivo neste pensamento é que agora em diante mais e mais iremos colocar em foco uma gama de discussões que levem a melhoria na qualidade desta escola sem se preocupar muito com a quantidade ou volume daquilo que é ensinado.
É claro que está focado naquele que aprende é que aprender é um dos pontos ou talvez o ponto principal desta nova escola ou dessa nova atitude a qual teremos que absorver e colocar em prática. Aqui é que morra a problemática, colocar em prática algo que teorizamos é bastante trabalhoso e requer muita organização por parte de todos nesse processo, não basta simplesmente tirarmos do papel as principais idéias dos estudiosos em que o próprio texto nos mostra como sendo o melhor caminho temos que buscar mecanismo para que possamos fazer deste conhecimento empírico verdadeiramente um conhecimento prático neste universo individualista onde cada individua se relaciona dentro de uma coletividade e para seu perfeito entrosamento no próprio mundo globalizado.
No universo do ensino e da aprendizagem requer um aprofunda mudança não só na mentalidade dos próprios educadores aqueles que estão diretamente interligados com o aluno no seu dia a dia, mas também em todos os que tratam desta questão como as autoridades que são responsáveis pelas diretrizes e os princípios norteadores da própria educação atual, todos sem exceção temos que levar em consideração todas as necessidades e características individuais de cada aluno na construção do conhecimento de cada aprendiz.
O mundo de hoje não mais nos parece parado ou estagnado, tudo gira em torno de um turbilhão de informações e conhecimentos que são expostos pelas diversas formas de comunicação, pensando nisso temos que fazer com que haja um melhor preparo do aluno para que ele aprenda a melhor forma de tirar mais proveito de tudo isso, sem incidir no erro de vícios causados por toda essa gama de informação e conhecimento que é divulgado nos mais diversos meios tecnológicos. Sim temos que preparar esse indivíduo para que ele possa através das dificuldades e dos obstáculos que venha surgir em toda a sua caminhada, saber galgar soluções imediatas buscando desenvolver tanto no aluno quanto no próprio educador uma autonomia nos mais diferentes ambientes de aprendizagem.
Neste novo estilo educacional não se tem muito a preocupação com a quantidade, mas sim com a qualidade e o ponto forte desta preocupação é que o currículo tem que está baseado nas necessidades do próprio aluno, um currículo ativo e não passivo como o modelo tradicional em que quanto mais conteúdos era exposto mais o aluno iria aprender, é aí que entra uma luz no fim do túnel buscando-se através do diálogo as devidas aberturas par que essas devidas melhoras aconteça a contento de todos tanto de que ensina quanto de que aprende. Quando se fala em inteligência nos vem a mente apenas em uma única inteligência, mas no fundo sabemos que a mente humana é dotadas das mais diversas inteligências e que cabe a esse novo modelo educacional fazer com que o desconhecido desta mente seja desvendado.
Também com toda certeza que não devemos apenas pensar no individual, pois com isso estaríamos retendo no próprio individuo algumas de suas emoções que são fundamentais para ele se relacionarem melhor com os demais seres humanos e para que isso não aconteça, a escola tem que pensar no aprendiz como um todo em suas relações dentro de um grupo, da comunidade e da sociedade, pois toda e qualquer conscientização do indivíduo está ligeiramente relacionada com a coletividade. Também neste mesmo ângulo temos que buscar retirar tudo aquilo em seja um empecilho e restrinja o lado intuitivo e a criatividade deste aluno para que surja nos perspectivas de surgimentos de novos conhecimentos daquilo que ainda não existe ou existia.
Esta nova escola tem também que está focada e dotada de mecanismos para que possa oferecer a este novo aprendiz meios pelos quais ele possa tomar consciência de sua importância dentro da coletividade, fazendo com ele seja auto avaliativo através de suas reflexões. Sem falar que não só na coletividade basta esse aprendiz tem também que tomar consciência de sua contribuição de uma vida ecologicamente correta, pois sem essa preocupação o indivíduo estará contribuindo pra uma aceleração e por não dizer extermínio da própria natureza e o meio em que ele vive e para isso esse novo paradigma educacional tem que está enfocado numa profunda mudança de alguns valores que são fundamentais para nossa própria sobrevivência.
É claro que não podemos dissociar também as questões espirituais neste novo paradigma educacional, onde todos os caminhos nos levam ao um SER MAIOR e indivisível, onde a espiritualidade também funcionará como uma espécie de fio condutor de uma convivência harmoniosa e pacífica.
Também temos que estabelecer um parâmetro centrado exatamente no aprendiz sem colocar uma gama de preocupações na quantidade daquilo em que vai ser ensinado, para isso seria fundamental procurarmos dá todo apóio possível a este aprendiz até que ele desenvolvesse todas as suas estruturas intelectuais, levando em consideração que neste novo contexto temos que estarmos bastante atentos quanto à necessidade não ficarmos presos apenas entre quatros paredes que circundam a escola, mas dispensaremos uma preocupação com o indivíduo além das fronteiras das escolas, com relação ao coletivo, tanto familiar, sociocultural e o eu no mundo.
Acreditamos que tudo dentro deste novo paradigma educacional tem uma correlação entre si e que não importa pensarmos separadamente cada conteúdo ou disciplina, pois o mais importante é sabermos que cada um tem uma interligação entre si, temos que desenvolver temas e temáticas que mais se aproxime da realidade deste educando. E é certo que as mudanças nesta nova educação ou espaço educacional têm que vir acompanhado de profundas mudanças, como diversificando espaços, os processos e os métodos educacionais e também fazer com que a comunidade seja mais participante, com uma inclusão e delegações de responsabilidades e para isso fazer dos recursos tecnológicos um parceiro atuante para que tudo isso aconteça.
É certo que hoje não podemos mais pensar em mudanças profundas no processo educacional, sem deixarmos de pensar e incluir as novas tecnologias, as quais serão fundamentais para o sucesso ou insucesso desta nova filosofia educacional. Também temos que pensar numa peça que é de fundamental importância para o melhoramento de todo o processo de mudanças que é a tão sonhada e almejada qualidade com a disposição para reconhecer imparcialmente todo o direito de cada um nesse novo processo. Só conseguiremos realmente construir algo realmente positivo se todos, digo todos mesmo que vai desde todas as autoridades envolvidas, passando pela comunidade, educador e educando, nos será dada a oportunidade de fazer de uma educação morta, ultrapassada, desvalorizada, decadente e sem muitas perspectivas, numa nova educação com muita qualidade, atual, valorizada e com inúmeras perspectivas de transformação de vida de todos, não só quanto aluno, mais de um grupo, comunidade, sociedade e de todo o planeta.
Enfim e por tudo isso, temos a certeza de que com está a atual educação, da forma como ela continua sendo aplicada não mais atende aos interesses desta nova realidade de mundo globalizado, onde cada vez mais se faz necessário construir um cidadão mais ativo e menos passivo, dono de suas próprias opiniões e que saiba cada vez mais lidar com as novas tecnologias que surgiram e surgem a cada instante em toda parte do mundo, com a junção de todas essas novas idéias para esse novo paradigma educacional temos a certeza de que só assim é que será possível tornar tudo isso numa realidade concreta e que atenda principalmente aos interesses deste novo aprendiz que é a ração pela qual a educação existe.

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