domingo, 21 de setembro de 2008

Pensamentos e seus autores.

1ª Parte

Obra Palácio dos ofícios

1 - composição:
Todos os componentes que são inerentes à obra de arte e que fazem parte de um todo, componentes estes que podemos observar cada um posicionado conforme a intenção do autor que destaca cada um conforme seus pensamentos e sentimentos que está incerido no momento da criação da obra artística. Não podemos esquecer que todos os componentes estão estrategicamente posicionados e colocados de certa forma que para um conhecedor ou não da obra de arte poderá está relacionando estes componentes aos mais diversos temas. Tudo está devidamente relacionados a intenção do autor, que quer dá esta ou aquela cara a sua obra de arte, seguindo um padrão que ele mesmo traçou para a obra em questão.

2 - Visão familiar das festas:
Neste componente podemos observar que o artista intencionalmente relacionou e queria deixar demonstrado nesta obra, o quanto era importante na sua época deixar demonstrado que a visão familiar, muito tinha a ver com beleza, galhardia e pompa. Visão esta que o autor deixa claro que sua intenção está relacionada em mostrar apenas o que se tinha de mais belo com referência estes e deixar de certa forma as escuras aquilo que ele considerava feio, absurdo e anormal a sua vida, mesmo que ele fosse de uma família ou lugar pobre ou tenha passado por muitas dificuldades, tudo isso não deixava que o mesmo simplesmente fosse contaminado pelas amarguras da vida e colocasse um cunho dramático na sua obra.

Obra O milagre da hóstia

1 - Fragmentação da cena:
O autor usa a variação geométrica para que com isso ele possa definir suas obra, usando retângulos, ângulos e simetria, onde podemos observar que esta obra se trata de uma obra esquematizada e com traços retos, dando um sentido tridimensional, dando uma cara a sua obra de esquadrejamento e não de coisa feita a mão sem esquema e traços obtido a partir simplesmente de linhas retas e traços similares. Essa relação do autor com esta obra em questão está evidenciada e associada com as idéias de profundo interesse em evidenciar os traços retos e segmentos lineares.
Necessário se faz a fragmentação das cenas para que melhor o autor possa deixar claro o que realmente quer com feitio de sua obra de arte e que naquele momento deixar incerido todo e qualquer sentimento e pensamento nos traços de sua obra.


2 – influência do teatro:
Tal cena toma contornos de figuração, que não podemos deixar de relacioná-la com as encenações teatrais da época, as quais eram meticulosamente ensaiadas e acabavam influenciando não só os pensamentos dos artistas da época, ma s também deixando contribuições severas na construção de suas obras artísticas. Normalmente o teatro propicia tudo isso, onde podemos ver que é nas encenações teatrais que se dá toda liberdade de criação possível, deixando o artista totalmente a vontade para que ele possa criar conforme seus sentimentos e pensamentos. O teatro este que conforme surgem suas encenações também pode revelar cada vez mais o lado brilhante ou medíocre do artista, conceito que também se aplica a autores de obras de artes que até hoje continuam fazendo sucesso e deixando muita gente boquiaberto com a tamanha genialidade dos artistas da época antiga.

Obra A visitação

1 – Profundidade:
Está evidenciado nesta obra que o artista faz uso da habilidade visual de perceber o mundo em três dimensões. É uma característica comum em vários artistas que ocupam um nível maior de evolução. A percepção de profundidade permite ao seu detentor estimar com maior precisão a distância até determinado objeto. Estava também preocupado em formatar os objetos, personagens e cenário. Profundidade esta que se faz necessária para que possamos entender como o autor está tentando transcrever fielmente aquele momento em que ele imagina está acontecendo quando se fala tanto em movimento quanto das coisas que estão estáticas, como a própria paisagem por detrás das pessoas que estão em segundo plano.


2 - Primeiro plano:
Tudo aquilo que num primeiro momento se apresenta a nossa visão e aqui nesta obra podemos destacar em primeiro plano as pessoas que são detalhadas com suas vestimentas típicas daquela época em questão, contrastando com imagens mais modernas. Tudo se mostra logo que passamos a sua observação, mas não deixando também de ser evidenciado a paisagem e com construções que são dignas da época.
O primeiro plano desta obra de arte se mostra facilmente e podemos ver a intenção do autor de que com isso ele conseguiria chamar primeiramente a atenção de quem a olhasse sua obra os detalhes que se mostra primeiramente. Dando uma ilusão de ótica de que uns objetos e pessoas estejam mais perto ou mais longe.

Obra São Sebastião

1 – figuração:
Fica evidenciado que a figuração é tudo aquilo em que o autor da obra busca de mecanismos para demonstrar que apesar de toda maldade dos homens , ainda sim aquele que está em situação desprivilegiada pode demonstrar sua vida triunfante, sem se deixar abater pelo mal eminente que estão comentando a sua pessoa. A figuração nos proporciona a isso e muito mais.
O autor ao fazer uso desta figuração relata de forma clara e viva em sua obra que mesmo quando a figura do guerreiro está transpassada com flechas, ainda sim não se deixou abater com todo o acontecido e está pronto para morrer de forma honrosa e marcial, como eram as mortes simbologicamente daquela época.


2 - Objetos de sua cultura e de sua experiência:
Nesta pintura está relacionada os objetos e traços da cultura da época e local, como ruínas que fica evidenciado traços artísticos das construções que naqueles tempos era dadas uma conotação artística em tudo o que era produzido com moradias e palácios dos senhores. Pois quando falos em cultura estamos falando dos traços cristão que podemos observar que foi dado ao trabalho do artista, em que não era admitido de forma alguma a adorar outro deus que não fosse os próprios deuses dos imperadores, na imagem também deixa claro a forma de proceder quando se falava em desobediência e tomada de novos direcionamento próprio da vida pessoal tinha que está condicionado ao que as autoridades empunham a todos os que estavam sob seus domínios e também que o castigo tinha que ser exemplar e para isso tomava uma conotação cruel e sem a mínimo respeito a vida humana.

2ª Parte
Podemos ver que Robert Cumming defendia que ao se apreciar uma obra não era bastante ou suficiente que apenas desse uma olhada sem o comprometimento de um estudo mais aprofundado, tínhamos que fazer uso da nossa mente e sequentemente também o uso da inteligência, só assim tudo isso nos possibilitará uma compreensão maciças e original da obra em que tentássemos entender e compreender exatamente o que o autor da obra queria nos passar, sua mensagem seu intuito , seus sentimentos e pensamentos que naquele momento da construção da obra estava sentido ou pensando, ele também fala que ao contemplarmos uma obra de arte poderemos fazer uma viagem através da nossa imaginação que voará através dos traços e das linhas que o autor a impôs, numa época que não tivemos a chance de viver, mas que a partir das possibilidades criadas pela própria obra poderemos tirar nossas conclusões como foi e o que aconteceu naquele momento em especial.
Já para Ernst Gombrich, defendia que a arte é um campo infinito de aprendizagem e conhecimento que possamos adquirir conforme as novidades que vamos descobrindo no transcorrer do estudo das obras de artes e também essa mesma obra de arte nos dá a oportunidade de descobrir novos aspectos cada vez que paramos para estuda-las ou simplesmente aprecia-las, um mundo novo e diferente de tudo o que se apresenta no campo da vida humana com suas normas e viagens aventureiras.
Gombrich que nos chamar a atenção para que quando estudarmos ou apreciarmos uma obra de arte, simplesmente não termos que achar que já sabemos de tudo sobre esta obra e que ela não tem mais nada a nos passar e podemos dá por fim e acabado, sem medo de que não tenhamos mais nada a aprender ou nos surpreendermos quando nos depararmos novamente com esta mesma obra de arte.

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