Tarefa 2 – TA_MUSVIS
- Seresta de final de semana da terceira idade.
Local privilegiado, onde às pessoas da terceira idade podem de uma forma bastante extrovertida e gostosa ouvir e dançar os mais variados estilos musicais sendo tocados desde um simples bolero até um baião.
Considero tal fato como uma força de expressão da minha comunidade, onde ela deixa bem claro suas invenções e desejos de integrar as pessoas de mais idade a própria comunidade, não os marginalizando, usando para isso a música e dança como mecanismo de fazer com estas pessoas não sejam esquecidas,, atreladas ao cansaço e a velhice de um modo em geral.
Entendemos que mesmo que para aquelas pessoas que tem o privilégio de envelhecerem a arte como força de expressão e apoio moral muito tem a contribuir a estas pessoas, as quais já passaram por uma vasta experiência de vida e que merecem de certa forma uma qualidade de vida bem melhor dá que é costumeira e corriqueira em sua vida.
Lá na verdade não se trata apenas de diversão ou entrega-se ao entretenimento desenfreado, mas uma verdadeira troca “gama” dos mais variados possíveis conhecimento, que com o avançar da idade podemos ter.
Apenas uma vez na semana isto acontece e que muitas pessoas se mobilizam para que tudo aconteça com certa naturalidade e dentro de um cronograma estabelecido.
Para muitos na verdade podemos assim dizer que não aprovam e de certa forma até acham feio e desmerecem a estas pessoas que ali estão para se divertirem, trocarem idéias e poderem fazer um retrocesso ao passado, mesmo que seja virtual imaginário e saudoso, aí entra onde a arte simplesmente diz: isto é arte?
- casa de artes
Trabalho desenvolvido pela pastoral da família, ramificação ou braço da igreja católica no município de Tarauacá, onde lá é desenvolvidos os mais variados trabalhos artesanais e por não dizer de artes possíveis, usando uma vasta gama de materiais de refugo, plástico pet, tecido e um pouco de madeira.
Também vemos neste trabalho um lado humanitário e principalmente artístico, levando em consideração a beleza e os traços artísticos que as pessoas que são recrutadas e cadastradas pelas “irmãs” acabam por desenvolver sem um mínimo conhecimento empírico do que venha a ser arte ou traços artísticos. Podemos sim, ver a arte nestes produtos que são desenvolvidos pelas pessoas que ali trabalham, mesmo sendo feito dos mais variados subprodutos possíveis, é aí que entra a criatividade, a imaginação e até mesmo truques que deixam as peças produzidas por estas pessoas, uma verdadeira obra de arte e não deixam a desejar muitos trabalhos produzidos pelos artesãos conhecidos. No entanto consideramos que a arte, não é um espaço limitado e que apenas certas quantidades de pessoas possam se apoderar dela, fazendo com que as demais pessoas sejam incapazes de também produzir-la e manifestar suas opiniões de belo ou beleza da coisa produzida.
Lá podemos ver que, todos estão imbuídos de fazer o melhor, na tentativa de que tudo saia de conformidade com o gosto e apreciação de quem irá comprar ou simplesmente admirar tais objetos.
E mais ainda, a arte pode não só ser relacionada com o belo ou beleza em questão, mas também funcionar como mecanismo de sobrevivência, subsistência e expressão dos mais variados sentimentos, no momento em que a pessoa está produzindo ou que imagina como será tudo aquilo que ela está fazendo irão ficar, com referencia ao agradar ou causar repulsa ao seu trabalho arte produzido.
- Banda TK 7 DOIS UM
Neste objeto artístico, fica bem evidenciada expressão da juventude Taraucaense, onde toda a banda é composta por garotos jovens, com média de idade de 17(dezessete) anos e que acabaram de terminar seu ensino médio. E com uma curiosidade a parte, o guitarrista e a vocalista da banda são irmãos, sendo que apenas o guitarrista é que toca alguns instrumentos musicais.
Expressão artística musical, onde eles deixam bem evidenciados suas preferências, seus gostos por esse ou aquele estilo musical, mas percebemos que o estilo musical de maior apresentação pelo os mesmos é o “rock” sinônimo de rebeldia e extravaso da energia em excesso que a própria idade nos remete quando estamos atravessando a mesma.
Encaramos a forma como se deu o aprendizado, dentro de um vasto campo de instrumentos musicais, uma forma autodidata e que aprenderam apenas se baseando nas explicações, exemplos e observações que fizeram a partir do momento que tiveram contato com tais instrumentos e que mesmo com todas as dificuldades encontradas estão tentando se sobressair dentro de um universo que poucos alcançam o fama e sucesso.
Tudo acontece de uma forma meio que extraordinária, após seus aprendizados musicais autodidatas eles se concentram também na composição e na melodia da maioria de suas músicas, buscando entender como melhor irá ficar o produto final destas canções.
Mesmo já após terem gravados um CD, ainda não puderam despontar esmagadoramente, suas apresentações dependem muito dos festejos da cidade e das ocasiões em que a eles é destinado um espaço para apresentarem suas canções e de outros cantores famosos roqueiros.
Fica bem evidenciado que o trabalho desenvolvido por estes jovens tem seu lado artístico e de certa forma sua beleza que tem de ser valorizada e enaltecida pela forma como eles vencem e vem vencendo todos os obstáculos que se postam nas suas realidade de seu dia a dia, tais como falta de patrocínio, apoio governamental local, incentivo da própria comunidade e etc.
Seus instrumentos musicais por assim dizer são o mais básico possível, principalmente devido o curto recurso financeiro disponível.
Quanto à opinião das pessoas da comunidade, muitos os consideram como sendo algo apenas passageiro e de um insucesso marcado para acontecer, mais mesmo assim eles resistem e tentam tirar das dificuldades que atravessam suas forças para continuar desenvolvendo sua arte musical e seus sonhos.
sábado, 20 de setembro de 2008
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