Com o nome de nascimento de Sebastião salgado Junior, nascido em 8 de fevereiro de 1944, no estado de Minas gerais, sendo o único homem de uma família de 8 irmãos, começando a estudar economia em 1964-67, a partir de 1973 começa a trabalhar com a fotografia, na ocasião como repórter fotógrafo. Sendo ele considerado como um dos melhores fotojonalistas do mundo, por detrás de sua figura caricata esconde milhares de rostos, que no decorrer de sua carreira, foi fotografando por quase todo o mundo, onde podemos observar rostos de idosos, crianças, com feições de dor, alegria, sofrimento, verdadeiras figuras representativas dos mais variados sentimentos da pessoa humana, dando uma realidade tão verdadeira, que chega a se confundir com a própria semelhança de sua figura.
Desistiu de uma carreira que tanto prometia de economista, aos 29 anos e abraçando por paixão o mundo da fotografia, vendo a se tornar um dos mais prestigiado fotografo dos dias atuais. Buscando sempre no preto e branco a demonstração de suas imagens, principalmente em matérias que falam das condições humanas no nosso planeta.
Não diferente daqueles que encararam a ditadura militar, se viu obrigado a exilar-se em Paris em 1971, sendo nesta mesma época começando a trabalhar na organização do café, como consultor uma espécie de consultor de plantação no continente africano, desta oportunidade foi que descobriu o gosto, vocação e as possibilidades para a fotografia. Foi em seu retorno a Paris, em 1973, que iniciou sua carreira como foto jornalista, tendo como suas primeiras matérias, como free lance a seca que assolava as regiões africanas de Sahel (faixa sul do Saara) de Níger e também trabalhadores que imigravam da Europa.
Já em 1979 em diante começa toda a sua trajetória das surpreendentes séries de fotografias documentais sobre camponeses na América latina, trabalho este que deu como resultado o Livro Autres Ameriques (1986). Já em 1986 trabalhando para a organização médicos sem fronteiras, chegou a fotografar durante 15 meses, tudo o que estava relacionado ao trabalho dos médicos e enfermeiros voluntários na região de Sahel da Etiópia, Sudão, Chade e Mali, resultando em ourtro livro Sahel – L´Homme em Détresse e dentre outros muitos trabalhos que tanto lhe renderam prêmios, fama e reconhecimento.
Podemos observar em primeiro plano na fotografia um rapaz, provavelmente um morador de rua ou um mendigo deitado na calçada da orla marítima, dormindo em cima de um lençol e coberto por um tecido próprio para esquentar as noites frias e geladas do local, vemos também um curioso ou provavelmente morador desta mesma cidade, que a tudo e a todos observa curiosamente e atento, ao lado pássaros que demonstram certa domesticação ou aproximação humana estreita. Também muita, mas muita água mesmo, que é uma das peças fundamentais do povo indiano segundo suas crenças e religiões.
Ao fundo podemos ver toda a beleza e sofisticação da cidade, como grandes prédios, casas, contrastando com a pobreza e miséria que se apresenta na fotografia em primeiro plano. Vemos também que tal fotografia foi tirada num dia nublado, cinzento e demonstrando uma obscuridade da própria realidade que era aquele momento em questão.
Uma sensação de coisa feia, triste e amargurada e que tanto me causa repulsa, me remetendo a sensações das maiorias das famílias brasileiras, como pobreza versos riqueza, oportunidades verso desemprego, amparo x desamparo, acolhida x abandono, tudo isso acompanhado com uma sensação de tristeza e desolação, empatia acompanhada de certa vontade de fazer e poder mudar esta realidade que tanto está e permanece ao mesmo tempo em que está tão longe está tão perto, uma vez que acontecem até mesmo na minha própria cidade, comunidade e vizinhança. Mas desperta também certa nostalgia com relação ao próprio trabalho deste maravilhoso fotógrafo Sebastião Salgado, que com um gesto tão simples, mas também pretensioso ao mesmo tempo, pode despertar as mais variadas sensações humanas que o ser humano possa sentir.
Através da fotografia podemos não só demonstrar tais sensações, mas também causar certo clamor e manifestação para uma mudança da sua atual realidade que atravessa na vida.
Sem falar numa das principais sensações que o ser humano deveria mais valorizar em sua vida que é a Liberdade total de seus atos e fatos que o cercam, está no ar livre sem a mínima preocupação de muitos problemas determinantes da vida de muitos que vivem sob o peso, por assim dizer, da classe média ou do salário mínimo para manterem a sobrevivência.
Esta fotografia tem o lado do belo, pelo fato que ela nos remete a uma realidade pura, sem máscara e verdadeiramente real do fato em questão e que é mostrado através do ato fotográfico e também nos remete a beleza de toda a sua paisagem da natureza, que por si só transparece sua beleza comum a si própria, que num instante pode significar algo muito interessante para mim e noutro tão obscuro e feio para outra pessoa que lance um olhar, tudo isso dependendo do seu momento e estado de espírito, no momento em que observar ou fazer um julgamento de juízo de algo observado.
domingo, 21 de setembro de 2008
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